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Brasil, México e Colômbia voltam a pressionar Venezuela para divulgar atas eleitorais

Países divulgaram um novo comunicado conjunto nesta quinta-feira (8)

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Lara Curcino
08/08/2024, 22:53 • Atualizado em 08/08/2024, 22:53
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Foto: Hossein Zohrevand

Foto: Hossein Zohrevand

O Brasil, a Colômbia e o México voltaram a pressionar a Venezuela, em nova nota conjunta desta quinta-feira (8), para divulgar as atas eleitorais que podem comprovar a veracidade da reeleição do presidente Nicolás Maduro.

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Um comunicado conjunto anterior havia sido publicado pelos três países no dia 1º de agosto, fazendo o mesmo pedido.

O resultado, anunciado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) - ligado ao governo - no fim de julho, é questionado por autoridades internacionais e pela oposição, que foi derrotada, segundo o órgão.

Os países afirmaram que, após uma reunião na quarta (7) entre os ministros mexicano, brasileiro e colombiano das Relações Exteriores, decidiram continuar buscando diálogo com a Venezuela e insistir no compromisso com a transparência do processo eleitoral.

“[Os ministros] Consideram fundamental a apresentação, pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, dos resultados das eleições presidenciais desagregados por mesa de votação. Ao tomarem nota da ação iniciada perante o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela sobre o processo eleitoral, partem da premissa de que o CNE é o órgão a que corresponde, por mandato legal, a divulgação transparente dos resultados eleitorais. [Os ministros] Reafirmam a conveniência de que se permita a verificação imparcial dos resultados, respeitando o princípio fundamental da soberania popular”, diz o comunicado.

Na nota, os ministros Mauro Vieira (do Brasil), Luis Gilberto Murillo (da Colômbia) e Alicia Bárcena (do México) ainda pedem moderação das forças de segurança da Venezuela na atuação durante os protestos que acontecem nas ruas do país, para que o direito à livre manifestação seja preservado.

“[Os ministros] Reiteram o chamado aos atores políticos e sociais do país para que exerçam a máxima cautela e moderação em manifestações e eventos públicos e às forças de segurança do país para que garantam o pleno exercício desse direito democrático dentro dos limites da lei. O respeito aos Direitos Humanos deve prevalecer em qualquer circunstância”, acrescenta a nota.

Eleições venezuelanas

O CNE da Venezuela anunciou, no dia 28 de julho, que Maduro havia sido reeleito para seu terceiro mandato consecutivo, por 52% dos votos.

A oposição afirma, no entanto, que teve acesso à contagem das urnas e que o seu candidato, Edmundo González, teve mais do que o dobro de votos do atual presidente.

Nações e autoridades internacionais, bem como a oposição na Venezuela, pedem que o CNE divulgue as atas eleitorais, que detalham os votos e que poderiam comprovar a veracidade do resultado divulgado.

Protestos

Protestos na Venezuela são realizados desde que a vitória de Maduro foi anunciada. Até o momento, 19 manifestantes contrários ao governo já foram mortos nos atos, segundo a ONG Programa de Educação em Direitos Humanos Acção (Provea).

Ainda de acordo com a organização, oito mortes não têm autor identificado. Três delas foram causadas pela Guarda Nacional, uma por ação de policiais e pistoleiros, uma por um policial e seis por grupos paramilitares que apoiam Maduro.

Em meio às manifestações, o presidente venezuelano anunciou que ao menos 1.200 pessoas já foram presas e que, se necessário, ele irá prender outras mil.

Outros lugares no mundo também registraram protestos por causa da situação na Venezuela, em países como a Espanha.

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