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Bebê nasce entre escombros após terremotos na Venezuela

Parto foi realizado por médica voluntária em área devastada de La Guaira, estado mais atingido pelos fortes terremotos que abalaram o país

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Antonio Souza
Bebê nasce entre escombros após terremotos na Venezuela

Um bebê nasceu em meio aos escombros deixados pelos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24), em uma das histórias mais marcantes da tragédia.

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O parto aconteceu em La Guaira, estado costeiro considerado o mais afetado pelos dois fortes abalos sísmicos, de magnitudes 7,2 e 7,5, que provocaram o desabamento de mais de 100 edifícios.

Segundo o portal venezuelano El Pitazo, o nascimento ocorreu após uma gestante ser resgatada dos escombros e levada para um local seguro, onde entrou em trabalho de parto e recebeu atendimento de emergência.

O parto foi conduzido pela cirurgiã plástica María Fernanda Terán, natural de Boconó, no estado de Trujillo. Segundo a imprensa venezuelana, a médica estava em Caracas quando os terremotos atingiram o país e decidiu seguir como voluntária para La Guaira após a região ser declarada zona de desastre.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que a profissional presta atendimento à gestante logo após o resgate.

Veja o momento:

As imagens rapidamente repercutiram na imprensa venezuelana e internacional por representarem um momento de esperança em meio ao maior desastre natural registrado no país em décadas. Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde do bebê e da mãe resgatada.

Terremotos deixam 920 mortes

O número oficial de mortos pelos terremotos subiu para 920, segundo informou na tarde desta sexta-feira (26) Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. Segundo ele, o governo recebeu relatos de 3.360 pessoas feridas.

As autoridades venezuelanas estimam que centenas de pessoas ainda estejam presas sob estruturas colapsadas quase dois dias após os dois fortes tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter, que atingiram o país com menos de um minuto de diferença.

O chefe do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher, fala em 50 mil desaparecidos.

"Trata-se de uma operação de resgate extremamente completa. Há mais de 50.000 pessoas desaparecidas e mais de 500 mortas. Portanto, buscar sobreviventes entre os escombros é uma tarefa colossal", declarou Fletcher à agência AFP, em Genebra.

As operações de busca mobilizam bombeiros, militares, voluntários e equipes internacionais. Segundo Rodríguez, 871 socorristas internacionais estão no país. Em diversas áreas atingidas, a falta de energia elétrica dificulta as buscas, que são realizadas com lanternas, equipamentos especializados e, em alguns casos, manualmente.

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