Entenda por que brasileiros sentiram terremoto da Venezuela
Em entrevista ao SBT News, professor da USP explica que onda sísmicas são lançadas com o terremoto, mas que em força menor, sem poder de destruição
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Murillo Otavio, Larissa Alves
25/06/2026, 17:14 • Atualizado em 25/06/2026, 17:53
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Ruínas após terremoto na Venezuela | Reprodução Reuters
Os dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela no fim da quarta-feira (24) geraram leves tremores em Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Macapá (AP). Em entrevista ao SBT News nesta quinta-feira (25), Bruno Collaço, professor do Centro de Sismologia da USP (Universidade de São Paulo), explicou que é comum que outras regiões sintam esses abalos.
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Um dos epicentros do tremor aconteceu próximo à cidade de Morón, a uma profundidade de cerca de 13 km, considerada "rasa" pelo especialista. O outro ocorreu a cerca de 5 km.
“Quando acontece um terremoto, as ondas sísmicas se espalham por todo o planeta. Elas passam pelo Brasil, pela África, pela China e voltam para à Venezuela. Por isso, existe a chance de sentirmos reflexos, principalmente pessoas que estão em prédios ou lugares altos”, afirmou.
Ainda assim, Collaço garantiu que não há risco de destruição no território brasileiro semelhante ao registrado na Venezuela. “Quando as ondas sísmicas passam por esses lugares distantes do epicentro, elas chegam enfraquecidas, sem força para causar danos estruturais”, completou.
O professor explicou ainda que, devido à magnitude do evento na Venezuela, há possibilidade de réplicas de menor intensidade nos próximos dias. Por fim, ele destacou que o Brasil possui ferramentas para identificar abalos em seu território e recursos para lidar com situações extremas.
Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) mostram que o primeiro tremor teve magnitude 7,2, com epicentro a cerca de 21 km a oeste da cidade de Morón, na costa do Caribe. Quase um minuto depois, um novo sismo de magnitude 7,5 atingiu a mesma região.
O abalo danificou dezenas de prédios, incluindo residenciais, na capital Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira, Aragua, Carabobo e Falcón. De acordo com as autoridades, o segundo tremor foi o mais forte registrado no norte da Venezuela desde 1900, quando o país foi atingido por um sismo de magnitude 7,7.
“Dezenas de edifícios desabaram e estamos realizando operações de resgate muito intensas para salvar o maior número possível de vidas”, disse Rodríguez. “Esta é uma verdadeira tragédia. Enviamos nossa solidariedade e, às famílias que perderam entes queridos, reafirmamos nossas condolências e nosso apoio neste momento difícil”, acrescentou.
Segundo a presidente interina, o país concentra esforços nas operações de busca e resgate, que focam, sobretudo, nas estruturas demolidas. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi fechado devido aos danos causados pelo terremoto, enquanto os serviços de metrô e gás foram suspensos temporariamente em Caracas.
Em comunicado, o Ministério da Educação informou que as aulas estão suspensas em todo o país até o fim da semana. Conforme a pasta, alguns prédios escolares serão usados como abrigos e centros de doação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou o ocorrido e ofereceu apoio ao governo venezuelano. O mesmo foi feito pelos Estados Unidos, que anunciaram o envio de uma equipe de assistência em desastres e suprimentos médicos e humanitários ao país.
Entenda por que brasileiros sentiram terremoto da VenezuelaEm entrevista ao SBT News, professor da USP explica que onda sísmicas são lançadas com o terremoto, mas que em força menor, sem poder de destruiçãoMundo2026-06-25T17:14:36.306ZOs dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela no fim da quarta-feira (24) geraram leves tremores em Em entrevista ao SBT News nesta quinta-feira (25), Bruno Collaço, professor do Centro de Sismologia da USP (Universidade de São Paulo), explicou que é comum que outras regiões sintam esses abalos. Um dos epicentros do tremor aconteceu próximo à cidade de Morón, a uma profundidade de cerca de 13 km, considerada "rasa" pelo especialista. O outro ocorreu a cerca de 5 km. “Quando acontece um terremoto, as ondas sísmicas se espalham por todo o planeta. Elas passam pelo Brasil, pela África, pela China e voltam para à Venezuela. Por isso, existe a chance de sentirmos reflexos, principalmente pessoas que estão em prédios ou lugares altos”, afirmou. Ainda assim, Collaço garantiu que não há risco de destruição no território brasileiro semelhante ao registrado na Venezuela. “Quando as ondas sísmicas passam por esses lugares distantes do epicentro, elas chegam enfraquecidas, sem força para causar danos estruturais”, completou. O professor explicou ainda que, devido à magnitude do evento na Venezuela, há possibilidade de réplicas de menor intensidade nos próximos dias. Por fim, ele destacou que o Brasil possui ferramentas para identificar abalos em seu território e recursos para lidar com situações extremas. Terremoto deixa mais de 100 mortos . Os números foram divulgados nesta quinta-feira (25) pela presidente interina Delcy Rodríguez, que declarou estado de emergência no país. Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) mostram que o primeiro tremor teve magnitude 7,2, com epicentro a cerca de 21 km a oeste da cidade de Morón, na costa do Caribe. Quase um minuto depois, um novo sismo de magnitude 7,5 atingiu a mesma região. O abalo danificou dezenas de prédios, incluindo residenciais, na capital Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira, Aragua, Carabobo e Falcón. De acordo com as autoridades, o segundo tremor foi o mais forte registrado no norte da Venezuela desde 1900, quando o país foi atingido por um sismo de magnitude 7,7. “Dezenas de edifícios desabaram e estamos realizando operações de resgate muito intensas para salvar o maior número possível de vidas”, disse Rodríguez. “Esta é uma verdadeira tragédia. Enviamos nossa solidariedade e, às famílias que perderam entes queridos, reafirmamos nossas condolências e nosso apoio neste momento difícil”, acrescentou. Segundo a presidente interina, o país concentra esforços nas operações de busca e resgate, que focam, sobretudo, nas estruturas demolidas. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi fechado devido aos danos causados pelo terremoto, enquanto os serviços de metrô e gás foram suspensos temporariamente em Caracas. Em comunicado, o Ministério da Educação informou que as aulas estão suspensas em todo o país até o fim da semana. Conforme a pasta, alguns prédios escolares serão usados como abrigos e centros de doação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou o ocorrido e ofereceu apoio ao governo venezuelano. O mesmo foi feito pelos Estados Unidos, que anunciaram o envio de uma equipe de assistência em desastres e suprimentos médicos e humanitários ao país. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/entenda-por-que-brasileiros-sentiram-o-terremoto-na-venezuela
Líderes mundiais oferecem apoio à Venezuela após terremotos
EUA, Brasil e outros países manifestaram solidariedade e anunciaram medidas de apoio após a tragédia que deixou ao menos 164 mortos e quase mil feridos