Terremotos na Venezuela deixam 188 mortos e 1.520 feridos
Tremores de magnitude superior a 7 provocaram colapsos de edifícios em Caracas e cidades próximas; país declarou estado de emergência
Camila Stucaluc, Caroline Vale
Duplo terremoto atinge norte da Venezuela | Reuters
Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), deixando pelo menos 188 mortos e 1.520 feridos. Os números foram atualizados nesta quinta-feira (25) pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez Gómez.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Em pronunciamento, Rodríguez disse que pelo menos 250 edifícios foram danificados ou destruídos, principalmente na região de La Guaira. Segundo ele, foi reportado, oficialmente, que 157 pessoas seguem desaparecidas.
Ele classificou o episódio como a mais grave contingência causada por desastres naturais enfrentada pelo país nos últimos 30 anos. A presidente interina Delcy Rodríguez declarou estado de emergência no país.
De acordo com o chefe da Assembleia, a presidente interina anunciou uma série de medidas emergenciais para enfrentar a crise. Entre elas estão o pedido de colaboração das empresas privadas na remoção de escombros nas áreas atingidas, a criação de um fundo para auxiliar as famílias afetadas e reconstruir hospitais danificados, além da abertura de linhas de crédito destinadas a comerciantes e empresários que perderam suas atividades econômicas em razão da tragédia.
Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) mostram que o primeiro tremor teve magnitude 7,2, com epicentro a cerca de 21 km a oeste da cidade de Morón, na costa do Caribe. Quase um minuto depois, um novo sismo de magnitude 7,5 atingiu a mesma região.
Prédios residenciais foram danificados na capital Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira, Aragua, Carabobo e Falcón. De acordo com as autoridades, o segundo tremor foi o mais forte registrado no norte da Venezuela desde 1900, quando o país foi atingido por um sismo de magnitude 7,7.
“Estamos realizando operações de resgate muito intensas para salvar o maior número possível de vidas”, disse a presidente interina em pronunciamento na madrugada. “Esta é uma verdadeira tragédia. Enviamos nossa solidariedade e, às famílias que perderam entes queridos, reafirmamos nossas condolências e nosso apoio neste momento difícil”, acrescentou.
Segundo a presidente, o país concentra esforços nas operações de busca e resgate, que focam, sobretudo, nas estruturas demolidas. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi fechado devido aos danos causados pelo terremoto, enquanto os serviços de metrô e gás foram suspensos temporariamente em Caracas.
Em comunicado, o Ministério da Educação informou que as aulas estão suspensas em todo o país até o fim da semana. Conforme a pasta, alguns prédios escolares serão usados como abrigos e centros de doação.
Argentina, Bolívia, Chile, Equador, El Salvador, México, Panamá e Uruguai também ofereceram ajuda, assim como Itália, Reino Unido, Catar e Índia.
A Cruz Vermelha Venezuelana informou que sua sede foi gravemente danificada, mas que enviou equipes de resgate para as áreas mais afetadas. A Bolsa de Valores de Caracas, por sua vez, decidiu suspender as atividades para avaliar a estrutura do prédio, que irá funcionar, a partir de sexta-feira (26), como centro de arrecadação de doações.
Em entrevista ao News Primeira Edição, o sismólogo da Universidade de São Paulo (USP) Bruno Collaço avaliou que terremotos de grande magnitude, como o registrado na Venezuela, costumam ser seguidos por uma série de tremores secundários, conhecidos como réplicas.
“Os sismos são fenômenos naturais que ainda não podem ser previstos, mas cujo comportamento pode ser compreendido a partir do histórico de ocorrências. Em casos de terremotos muito fortes, é comum que ocorram réplicas nas horas, dias ou até semanas seguintes. Por isso, a expectativa é de que novos tremores ainda sejam registrados na região”, explicou o especialista.
"É relativamente comum que sismos dessas magnitudes e com essas profundidades sejam sentidos a vários quilômetros de distância do epicentro. Apesar do susto, a distâncias como essa não há chance de danos para as cidades brasileiras", disse Collaço.
Terremotos na Venezuela deixam 188 mortos e 1.520 feridosTremores de magnitude superior a 7 provocaram colapsos de edifícios em Caracas e cidades próximas; país declarou estado de emergênciaMundo2026-06-25T09:43:29.391ZDois fortes terremotos atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), deixando pelo menos 188 mortos e 1.520 feridos. Os números foram atualizados nesta quinta-feira (25) pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez Gómez. Em pronunciamento, Rodríguez disse que pelo menos 250 edifícios foram danificados ou destruídos, principalmente na região de La Guaira. Segundo ele, foi reportado, oficialmente, que 157 pessoas seguem desaparecidas. Ele classificou o episódio como a mais grave contingência causada por desastres naturais enfrentada pelo país nos últimos 30 anos. A presidente interina Delcy Rodríguez . De acordo com o chefe da Assembleia, a presidente interina anunciou uma série de medidas emergenciais para enfrentar a crise. Entre elas estão o pedido de colaboração das empresas privadas na remoção de escombros nas áreas atingidas, a criação de um fundo para auxiliar as famílias afetadas e reconstruir hospitais danificados, além da abertura de linhas de crédito destinadas a comerciantes e empresários que perderam suas atividades econômicas em razão da tragédia. Duplo terremoto Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) mostram que o primeiro tremor teve magnitude 7,2, com epicentro a cerca de 21 km a oeste da cidade de Morón, na costa do Caribe. Quase um minuto depois, um novo sismo de magnitude 7,5 atingiu a mesma região. Prédios residenciais foram danificados na capital Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira, Aragua, Carabobo e Falcón. De acordo com as autoridades, o segundo tremor foi o mais forte registrado no norte da Venezuela desde 1900, quando o país foi atingido por um sismo de magnitude 7,7. “Estamos realizando operações de resgate muito intensas para salvar o maior número possível de vidas”, disse a presidente interina em pronunciamento na madrugada. “Esta é uma verdadeira tragédia. Enviamos nossa solidariedade e, às famílias que perderam entes queridos, reafirmamos nossas condolências e nosso apoio neste momento difícil”, acrescentou. Segundo a presidente, o país concentra esforços nas operações de busca e resgate, que focam, sobretudo, nas estruturas demolidas. O foi fechado devido aos danos causados pelo terremoto, enquanto os serviços de metrô e gás foram suspensos temporariamente em Caracas. Em comunicado, o Ministério da Educação informou que as aulas estão suspensas em todo o país até o fim da semana. Conforme a pasta, alguns prédios escolares serão usados como abrigos e centros de doação. Países se mobilizam para ajudar O presidente. O mesmo foi feito pelos Estados Unidos, que anunciaram o envio de uma equipe de assistência em desastres e suprimentos médicos e humanitários ao país. Argentina, Bolívia, Chile, Equador, El Salvador, México, Panamá e Uruguai também ofereceram ajuda, assim como Itália, Reino Unido, Catar e Índia. A Cruz Vermelha Venezuelana informou que sua sede foi gravemente danificada, mas que enviou equipes de resgate para as áreas mais afetadas. A Bolsa de Valores de Caracas, por sua vez, decidiu suspender as atividades para avaliar a estrutura do prédio, que irá funcionar, a partir de sexta-feira (26), como centro de arrecadação de doações. Em entrevista ao News Primeira Edição, o sismólogo da Universidade de São Paulo (USP) Bruno Collaço avaliou que terremotos de grande magnitude, como o registrado na Venezuela, costumam ser seguidos por uma série de tremores secundários, conhecidos como réplicas. “Os sismos são fenômenos naturais que ainda não podem ser previstos, mas cujo comportamento pode ser compreendido a partir do histórico de ocorrências. Em casos de terremotos muito fortes, é comum que ocorram réplicas nas horas, dias ou até semanas seguintes. Por isso, a expectativa é de que novos tremores ainda sejam registrados na região”, explicou o especialista. Tremor sentido no Brasil Os terremotos tiveram reflexos no Brasil. Os eventos foram registrados pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), que , além de outros municípios desses estados. Em Belém, moradores de prédios precisaram ser evacuados. "É relativamente comum que sismos dessas magnitudes e com essas profundidades sejam sentidos a vários quilômetros de distância do epicentro. Apesar do susto, a distâncias como essa não há chance de danos para as cidades brasileiras", disse Collaço.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/duplo-terremoto-na-venezuela-deixa-32-mortos-e-700-feridos