Ataques israelenses no Líbano deixam 31 mortos em 24h
Tropas de Tel Aviv atuam contra o Hezbollah, aliado do Irã; violação do cessar-fogo pode dificultar negociações diplomáticas


Tropas de Tel Aviv atuam contra o Hezbollah, aliado do Irã | Reuters
Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas em decorrência dos ataques aéreos lançados por Israel contra o sul do Líbano, na terça-feira (26). O número de óbitos representa um dos dias mais letais para Beirute desde que o cessar-fogo entre os países entrou em vigor, em meados de abril.
Os ataques ocorreram após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decidir intensificar a ofensiva contra o Hezbollah — grupo paramilitar com sede no sul do Líbano. Segundo o Exército de Israel, dezenas de alvos foram atingidos nas últimas horas, além de militantes que planejavam ataques contra Tel Aviv.
Em comunicado, o Ministério da Saúde do Líbano acusou Israel de realizar uma “série de massacres” no país, já que há crianças e mulheres entre os mortos e feridos. Até o momento, a pasta contabiliza 3.213 óbitos e 9.737 feridos em decorrência da ofensiva de Tel Aviv, iniciada no começo de março.
Ao mesmo tempo, o Hezbollah continua lançando drones explosivos, foguetes e artilharia contra as tropas israelenses, especialmente na região de Zawtar al-Sharqiya, no sul do Líbano. Os ataques também miram comunidades no norte de Israel, onde moradores são alertados por sirenes para se abrigarem em bunkers.
Entenda
Israel e Hezbollah voltaram a trocar hostilidades no início de março, encerrando o cessar-fogo firmado em novembro de 2024. Os ataques começaram após o grupo, apoiado pelo Irã, lançar drones contra Tel Aviv em retaliação à operação coordenada entre Israel e Estados Unidos em Teerã, iniciada em 28 de fevereiro.
A ofensiva israelenses mirou todo o Líbano, incluindo a capital, Beirute. Além dos ataques aéreos, os militares avançaram por terra, visando expandir a zona de segurança no sul do país.
No fim de abril, Israel e Líbano concordaram em prorrogar o cessar-fogo, inicialmente de 10 dias, por mais três semanas. O período de trégua foi estabelecido para incentivar as delegações a negociarem um acordo definitivo de paz, com foco no desarmamento do Hezbollah — entendimento essencial para as negociações entre Estados Unidos e Irã. A violação do acordo, contudo, pode dificultar o diálogo.















