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Ataque de Israel em escola de Gaza deixa pelo menos 27 mortos; 14 são crianças

Exército israelense alega ter atingido um "centro de comando e controle do Hamas" e afirma que tomou "medidas para minimizar" danos a civis

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Pelo menos 100 palestinos morreram em ataques aéreos israelenses em diferentes regiões da Faixa de Gaza nesta quinta-feira (3), incluindo 27 pessoas que estavam abrigadas em uma escola no norte do território, segundo autoridades médicas palestinas.

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Os corpos de 14 crianças e cinco mulheres foram retirados da escola localizada no bairro de Tuffah, na Cidade de Gaza. Mas o número de mortos pode aumentar, pois alguns dos 70 feridos estão em estado crítico, informou Zaher al-Wahidi, porta-voz do Ministério da Saúde. Além disso, mais de 30 pessoas foram mortas em ataques a casas no bairro vizinho de Shijaiyah, segundo registros do Hospital Ahli.

O Exército israelense alega ter atingido um "centro de comando e controle do Hamas" na Cidade de Gaza e disse ter tomado "medidas para minimizar" danos a civis. A mesma justificativa foi usada para o ataque a um prédio da ONU, utilizado como abrigo, um dia antes, que resultou na morte de pelo menos 17 pessoas.

Na manhã desta quinta-feira (3), Israel ordenou que mais moradores do norte de Gaza se deslocassem para abrigos no lado oeste da Cidade de Gaza, alertando que pretende "agir com força extrema na área". Muitos palestinos deixaram a região a pé, a maioria já foi deslocada mais de uma vez, com alguns tendo sido deslocados mais de 10 vezes.

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As novas ordens de evacuação surgem após autoridades israelenses indicarem que Tel Aviv pretende tomar grandes partes do território palestino e criar um "novo corredor de segurança". Além disso, Israel mantém um bloqueio de um mês ao fornecimento de alimentos, combustível e ajuda humanitária para Gaza, agravando a escassez de suprimentos essenciais. Organizações de direitos humanos classificam essa tática como um crime de guerra.

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