Ajuda alimentar da ONU deve cair pela metade na Cisjordânia
Programa Mundial de Alimentos afirma que diminuição na assistência aos palestinos é causada pela escassez de recursos financeiros
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André de Sena, com informações da Reuters
Homens descarregam mantimentos de caminhão do Programa Mundial de Alimentos enviado à Cisjordânia | Reprodução/Reuters
O Programa Mundial de Alimentos anunciou neste terça-feira (1°) que vai reduzir pela metade a assistência alimentar que fornece à população da Cisjordânia, devido à escassez de recursos.
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A agência da ONU (Organização das Nações Unidas) vêm entregando alimentos, vales-refeição e dinheiro a cerca de 400 mil moradores da Cisjordânia, principalmente em áreas rurais e no sul. A população do território é de aproximadamente três milhões de pessoas. No entanto, a partir deste mês, a quantidade de palestinos auxiliados vai cair para 200 mil.
A diminuição da ajuda humanitária se deve à queda nas doações feitas por países Ocidentais, como os Estados Unidos, que estão priorizando gastos internos e de defesa.
“Neste momento, deveríamos estar ampliando nossa assistência na Cisjordânia, e não cortando esses meios de subsistência vitais”, afirmou o diretor nacional do Programa Mundial de Alimentos para a Palestina, Shaun Hughes, durante uma coletiva de imprensa concedida em Genebra, na Suíça.
Segundo Hughes, "restrições severas à circulação, demolições e deslocamentos generalizados na Cisjordânia prejudicaram os meios de subsistência dos palestinos e contribuíram para o aumento da insegurança alimentar."
De acordo com o diretor nacional do Programa Mundial de Alimentos para a Palestina, a situação na Cisjordânia está se tornando uma crise alimentar. “Eles [os palestinos] agora se encontram em uma situação de estrangulamento, incapazes de se mover livremente para ter acesso à terra ou a empregos e, portanto, incapazes de arcar com os custos da alimentação de suas famílias. Eles enfrentam uma injustiça e dificuldades incríveis”, disse Hughes.
Outras organizações internacionais, como a agência da ONU para refugiados palestinos, também auxiliam a população da Cisjordânia, mas elas estão sujeitas a restrições financeiras similares.
A ONU e a maioria dos países do mundo consideram os assentamentos israelenses na Cisjordânia ilegais. Mas o governo israelense rejeita o posicionamento da comunidade internacional.
O Programa Mundial de Alimentos alertou que a falta de recursos também afeta suas operações na Faixa de Gaza, onde a agência presta apoio a aproximadamente 1,5 milhão de pessoas. “
Ajuda alimentar da ONU deve cair pela metade na CisjordâniaPrograma Mundial de Alimentos afirma que diminuição na assistência aos palestinos é causada pela escassez de recursos financeirosMundo2026-09-01T18:09:50.997ZO Programa Mundial de Alimentos anunciou neste terça-feira (1°) que vai reduzir pela metade a assistência alimentar que fornece à população da Cisjordânia, devido à escassez de recursos. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique e siga o canal do SBT News. A agência da ONU (Organização das Nações Unidas) vêm entregando alimentos, vales-refeição e dinheiro a cerca de 400 mil moradores da Cisjordânia, principalmente em áreas rurais e no sul. A população do território é de aproximadamente três milhões de pessoas. No entanto, a partir deste mês, a quantidade de palestinos auxiliados vai cair para 200 mil. A diminuição da ajuda humanitária se deve à queda nas doações feitas por países Ocidentais, como os Estados Unidos, que estão priorizando gastos internos e de defesa. “Neste momento, deveríamos estar ampliando nossa assistência na Cisjordânia, e não cortando esses meios de subsistência vitais”, afirmou o diretor nacional do Programa Mundial de Alimentos para a Palestina, Shaun Hughes, durante uma coletiva de imprensa concedida em Genebra, na Suíça. Segundo Hughes, "restrições severas à circulação, demolições e deslocamentos generalizados na Cisjordânia prejudicaram os meios de subsistência dos palestinos e contribuíram para o aumento da insegurança alimentar." A agência também alerta que neste momento as necessidades da população da Cisjordânia estão aumentando por conta da e. As Forças de Defesa de Israel não responderam a um pedido de comentário sobre o assunto. Crise alimentar De acordo com o diretor nacional do Programa Mundial de Alimentos para a Palestina, a situação na Cisjordânia está se tornando uma crise alimentar. “Eles [os palestinos] agora se encontram em uma situação de estrangulamento, incapazes de se mover livremente para ter acesso à terra ou a empregos e, portanto, incapazes de arcar com os custos da alimentação de suas famílias. Eles enfrentam uma injustiça e dificuldades incríveis”, disse Hughes. Outras organizações internacionais, como a agência da ONU para refugiados palestinos, também auxiliam a população da Cisjordânia, mas elas estão sujeitas a restrições financeiras similares. A ONU e a maioria dos países do mundo consideram os assentamentos israelenses na Cisjordânia ilegais. Mas o governo israelense rejeita o posicionamento da comunidade internacional. O Programa Mundial de Alimentos alertou que a falta de recursos também afeta suas operações na Faixa de Gaza, onde a agência presta apoio a aproximadamente 1,5 milhão de pessoas. “ São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ajuda-alimentar-da-onu-deve-cair-pela-metade-na-cisjordania