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Em uma das notas encontradas, ele escreveu que “G [possível menção a Gabriel Galípolo, presidente do BC] e os diretores” estariam sob “pressão máxima” para adotar uma medida. Segundo o ex-banqueiro, o Banco Central estaria sendo pressionado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, que supostamente alegariam que fariam algo contra ele.
Vorcaro escreveu notas em seu aparelho celular e as enviou por meio do aplicativo WhatsApp para um contato salvo como "Alexandre de Moraes Brasília", segundo a PF.
“Boa, vou mudar minha ida a Abu Dhabi para conseguir te ver, se você puder na terça-feira! As coisas aqui, do ponto de vista econômico, estão andando bem. Consegui colocar no banco R$ 800 milhões já, e devem entrar mais R$ 400 milhões na próxima semana. E o FGC começou a fazer aos poucos. O problema agora é que tive informações informais e em confidência de turma do Banco Central, que G e os diretores estão sob pressão máxima de novo para uma medida, pois o Bacen está sendo muito pressionado pela PF e pelo MP, alegando que farão algo contra mim”, escreveu.
Na mesma nota, o ex-banqueiro afirma que seria necessário “reforçar com Andrei e Paulo” para evitar que alguém “de baixo” fizesse uma “sacanagem”. De acordo com a análise da PF, os nomes podem indicar Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.
Em outro registro, Vorcaro escreveu: “Vou te mandar os nomes que tem ido ao Bacen alegando que farão algo em breve”. A PF informa que, posteriormente, analisou uma nota que continha os nomes mencionados pelo ex-banqueiro.
O Banco Central também aparece em outra anotação produzida ou modificada por Vorcaro em 30 de outubro de 2025. Segundo a PF, o registro reunia nomes de autoridades que teriam participado de uma reunião com o Banco Central do Brasil.
O relatório ainda cita uma investigação específica sobre o suposto pagamento de vantagens indevidas a servidores do Banco Central.
As informações, porém, precisam ser tratadas com cautela. O relatório registra as afirmações feitas por Vorcaro, mas os trechos, por si só, não comprovam que as informações tenham sido efetivamente repassadas por servidores do Banco Central.
Procurado, Moraes ainda não se manifestou.
O inquérito da PF menciona conversas entre Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações do governo Jair Bolsonaro (PL) e ex-deputado federal, e Vorcaro a respeito da assinatura de um contrato do escritório Barci de Moraes com o Banco Master.
Encontrada pela PF no celular do ex-banqueiro, a troca de mensagens sobre o contrato aconteceu em janeiro de 2024. Nela, Vorcaro pergunta se a duração do vínculo entre o escritório e o banco seria de três ou quatro anos. Faria responde que o acordo com Viviane Barci de Moraes era de quatro anos, mas que poderia ser alterado para três.
“Foi perguntada a minha opinião sobre o escritório de Viviane Barci para uma demanda específica no Tribunal de Justiça de São Paulo, uma ação contra Vladimir Timerman, a única de que eu tive conhecimento na época. Disse que o escritório tinha boa reputação, principalmente na Justiça Estadual de São Paulo. Era uma atuação específica, um contrato específico para essa ação, realizado e pago no mesmo mês. Nunca soube de outra ação nem de outro contrato”, afirma Faria, em nota.
A Moraes, Vorcaro disse ter informações confidenciais do BCRelatório da Polícia Federal registra notas de Daniel Vorcaro sobre supostas informações recebidas de pessoas ligadas ao Banco CentralPolítica2026-09-01T17:23:19.395ZO, registra mensagens nas quais o ex-banqueiro afirma diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter recebido informações “informais e confidenciais” de pessoas ligadas ao Banco Central (BC). Em uma das notas encontradas, ele escreveu que “G [possível menção a Gabriel Galípolo, presidente do BC] e os diretores” estariam sob “pressão máxima” para adotar uma medida. Segundo o ex-banqueiro, o Banco Central estaria sendo pressionado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, que supostamente alegariam que fariam algo contra ele. Vorcaro escreveu notas em seu aparelho celular e as enviou por meio do aplicativo WhatsApp para um contato salvo como "Alexandre de Moraes Brasília", segundo a PF. “Boa, vou mudar minha ida a Abu Dhabi para conseguir te ver, se você puder na terça-feira! As coisas aqui, do ponto de vista econômico, estão andando bem. Consegui colocar no banco R$ 800 milhões já, e devem entrar mais R$ 400 milhões na próxima semana. E o FGC começou a fazer aos poucos. O problema agora é que tive informações informais e em confidência de turma do Banco Central, que G e os diretores estão sob pressão máxima de novo para uma medida, pois o Bacen está sendo muito pressionado pela PF e pelo MP, alegando que farão algo contra mim”, escreveu. Na mesma nota, o ex-banqueiro afirma que seria necessário “reforçar com Andrei e Paulo” para evitar que alguém “de baixo” fizesse uma “sacanagem”. De acordo com a análise da PF, os nomes podem indicar Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República. Em outro registro, Vorcaro escreveu: “Vou te mandar os nomes que tem ido ao Bacen alegando que farão algo em breve”. A PF informa que, posteriormente, analisou uma nota que continha os nomes mencionados pelo ex-banqueiro. O Banco Central também aparece em outra anotação produzida ou modificada por Vorcaro em 30 de outubro de 2025. Segundo a PF, o registro reunia nomes de autoridades que teriam participado de uma reunião com o Banco Central do Brasil. O relatório ainda cita uma investigação específica sobre o suposto pagamento de vantagens indevidas a servidores do Banco Central. As informações, porém, precisam ser tratadas com cautela. O relatório registra as afirmações feitas por Vorcaro, mas os trechos, por si só, não comprovam que as informações tenham sido efetivamente repassadas por servidores do Banco Central. Procurado, Moraes ainda não se manifestou. O inquérito da PF menciona conversas entre Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações do governo Jair Bolsonaro (PL) e ex-deputado federal, e Vorcaro a respeito da assinatura de um contrato do escritório Barci de Moraes com o Banco Master. Encontrada pela PF no celular do ex-banqueiro, a troca de mensagens sobre o contrato aconteceu em janeiro de 2024. Nela, Vorcaro pergunta se a duração do vínculo entre o escritório e o banco seria de três ou quatro anos. Faria responde que o acordo com Viviane Barci de Moraes era de quatro anos, mas que poderia ser alterado para três. “Foi perguntada a minha opinião sobre o escritório de Viviane Barci para uma demanda específica no Tribunal de Justiça de São Paulo, uma ação contra Vladimir Timerman, a única de que eu tive conhecimento na época. Disse que o escritório tinha boa reputação, principalmente na Justiça Estadual de São Paulo. Era uma atuação específica, um contrato específico para essa ação, realizado e pago no mesmo mês. Nunca soube de outra ação nem de outro contrato”, afirma Faria, em nota.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/a-moraes-vorcaro-disse-ter-informacoes-confidenciais-do-bc
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