Política

Flávio diz que decisão de Toffoli contra Renan é “exagerada”

Após ministro do TSE suspender campanha de adversário, o presidenciável disse ser um defensor da liberdade de expressão e crítico da “censura”

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Ighor Nóbrega
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL | Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL | Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL, disse nesta terça-feira (1º) que considera “um pouco exagerada” a decisão judicial que suspendeu a campanha do adversário Renan Santos (Missão).

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A medida foi tomada monocraticamente pelo ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cabe recurso da campanha de Renan.

“Eu obviamente achei que ela foi um pouco exagerada, mas acho que a gente tem que defender sempre a liberdade, sempre fui contra a censura", declarou Flávio em coletiva de imprensa no Senado.

Ainda sobre a corrida eleitoral, o senador minimizou o avanço do candidato Augusto Cury (Avante) nas pesquisas. O escritor e psiquiatra marcou 11% das intenções de voto no último levantamento da BTG/Nexus.

Flávio Bolsonaro afirmou que a pesquisa mostra o “extrato do momento”, mas que Cury já “derreteu de novo” depois de sabatinas recentes. Apesar disso, o parlamentar disse que todos os candidatos que se colocarem contra o governo Lula (PT) são “bem-vindos” na disputa.

“Todo mundo que quer mudança tem a obrigação de mostrar o melhor projeto do Brasil, de falar que do jeito que está não está bom. [...] Todos que querem mudança são bem-vindos. Estamos no mesmo objetivo que é virar essa página triste que o Brasil vive”, argumentou.

Repasses ao “Dark Horse”

Flávio voltou a afirmar que não há irregularidades nos repasses em dinheiro do ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, ao filme "Dark Horse", revelados em reportagem da revista piauí nesta terça (1º).

Ele repetiu a declaração feita mais cedo sobre o caráter estritamente profissional da relação entre os produtores do filme e Vorcaro, que está preso desde março por chefiar um esquema de fraudes contra o sistema financeiro.

“Não tem absolutamente nada de errado em um patrocínio privado para um filme privado sobre o ex-presidente Bolsonaro. Não houve contrapartida de qualquer autoridade pública, onde me incluo. E essas questões técnicas [repasses] tem que perguntar para a produtora, eu não tenho condição de falar”, afirmou o filho de Jair Bolsonaro.

Flávio reiterou também que a prestação de contas do filme já foi feita e que foi comprovada a ausência de recursos públicos na produção da obra.

“Vocês próprios vazaram na imprensa o contrato. Ele [Vorcaro] fez um patrocínio esperando um retorno sobre a bilheteria do filme, uma relação privada que nao tem nada de errado”, finalizou.

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