Toffoli se declara suspeito para julgar caso Master no STF
Ministro não participará da sessão da Segunda Turma da Corte, nesta sexta-feira (13), que decide se mantém ou não a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro


Ighor Nóbrega
José Matheus Santos
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli se declarou suspeito para participar do julgamento sobre a manutenção da prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro. A ação será analisada pela Segunda Turma da Corte a partir de sexta-feira (13) em plenário virtual.
Ao declarar a suspeição, Toffoli se afasta de todas as etapas do processo em relação ao banco de Daniel Vorcaro.
Mais cedo, o ministro também se declarou suspeito para relatar a ação que cobra abertura da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. Segundo o magistrado, há correlação entre os processos, o que justifica a abstenção também no julgamento do Master. Toffoli alega motivo de foro íntimo para não participar dos autos.
O relator do inquérito do banco é o ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria depois de Toffoli abrir mão da função em fevereiro. Mendonça foi quem proferiu a decisão de prender Vorcaro. O tema vai agora à votação na Segunda Turma, onde será analisada também pelos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e o presidente Gilmar Mendes.
O caso integra as investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.
Durante sua atuação no processo, Toffoli determinou o sigilo de depoimentos e de uma acareação relacionados ao caso. A decisão foi posteriormente revogada após questionamentos. Outros episódios também ampliaram dúvidas sobre possível conflito de interesses. Entre eles, uma viagem para a final da Copa Libertadores 2025, no Peru, no mesmo voo particular em que estava um advogado que atua na defesa de investigados ligados ao banco.









