Toffoli se declara suspeito para relatar ação que cobra CPI do Banco Master na Câmara
Ministro havia sido sorteado relator de ação que pede ao STF obrigar a Câmara a instalar CPI para investigar irregularidades envolvendo o Banco Master


Vicklin Moraes
José Matheus Santos
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito nesta quarta-feira (11) para relatar um pedido de instalação obrigatória de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para apurar supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. Mais cedo, Toffoli havia sido sorteado relator da ação no STF.
“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, afirmou Toffoli na decisão.
O mandado de segurança foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), ex-governador do Distrito Federal. O parlamentar pretende investigar a relação do Banco Master com o BRB – Banco de Brasília durante a gestão de um adversário político, o atual governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).
No mês passado, Toffoli já havia deixado a relatoria do caso Master após a divulgação de informações de que ele é sócio de uma empresa que vendeu, a fundos ligados a Vorcaro, parte de um resort no interior do Paraná. O ministro André Mendonça assumiu a relatoria do processo.
O caso integra as investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que resultaram na prisão de Vorcaro, dono do Banco Master.
Durante sua atuação no processo, Toffoli determinou o sigilo de depoimentos e de uma acareação relacionados ao caso. A decisão foi posteriormente revogada após questionamentos. Outros episódios também ampliaram dúvidas sobre possível conflito de interesses. Entre eles, uma viagem para a final da Copa Libertadores 2025, no Peru, no mesmo voo particular em que estava um advogado que atua na defesa de investigados ligados ao banco.









