Política

Líder do governo defende investigação "doa em quem doer” no caso Master, mas não vê necessidade de CPI

Em entrevista ao SBT News, José Guimarães defende investigação na Polícia Federal e diz que CPI virou palanque da oposição no Congresso

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), defendeu nesta quarta-feira (11) que as investigações sobre o caso envolvendo o Banco Master continuem sendo conduzidas pela Polícia Federal, mas afirmou não ver necessidade de abertura de uma CPI no Congresso. Em entrevista exclusiva ao SBT News, o deputado disse que a apuração já está sendo realizada rigorosamente. Segundo Guimarães, o governo não teme a investigação e defende que todos os fatos sejam esclarecidos.

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“Nenhuma questão teve uma apuração mais rigorosa pela Polícia Federal do que isso do Banco Master. Nunca vi uma investigação tão republicana e autônoma como a PF está fazendo”, afirmou Guimarães.

Para o líder do governo, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito não é prioridade neste momento, já que as autoridades policiais já conduzem as investigações. “CPMI é palanque da oposição. Eles pedem CPI para tudo. CPI virou um remédio para qualquer coisa aqui na Câmara”, disse.

Apesar da crítica, o deputado afirmou que o governo não pretende impedir a instalação de uma eventual comissão caso o Congresso decida avançar com a proposta. “Se o Congresso quiser instalar, instale. A preocupação da liderança do governo é com a pauta que vamos discutir no Parlamento”, declarou.

“Nada ficará debaixo do tapete”

Guimarães afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a apuração completa do caso e que eventuais responsáveis devem ser punidos. A declaração foi feita ao comentar investigações que também mencionam o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.

“Não vamos deixar nada debaixo do tapete. Queremos que tudo seja apurado e que os responsáveis sejam punidos, doa em quem doer”, disse.

Disputa política para 2026

O líder do governo também comentou o cenário político e afirmou não estar preocupado com pesquisas eleitorais neste momento. Segundo ele, a prioridade é organizar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026.

Levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (11) aponta empate técnico em um eventual segundo turno entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois aparecem com 41% das intenções de voto.

“Pesquisa é retrato do momento. A nossa preocupação é organizar a campanha do presidente Lula e fazer o debate entre dois projetos para o país”, disse.

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