PF pede ao STF prorrogação de inquérito sobre o Banco Master
Investigação estava prevista para ser encerrada na próxima segunda-feira (16), mas será estendida novamente



Anita Prado
Cézar Feitoza
Ighor Nóbrega
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação das investigações sobre fraudes do Banco Master. O inquérito estava previsto para ser encerrado na segunda-feira (16), após a extensão de dois meses definida em janeiro pelo ministro Dias Toffoli, então relator do caso na Corte.
Para a PF, ainda há um considerável volume de conteúdo para ser analisado, o que justifica uma nova prorrogação das investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e seus associados.
A prorrogação será oficializada pelo ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do inquérito em 12 de fevereiro após a saída de Toffoli ter sido acordada junto aos demais integrantes do Supremo.
O prazo de 60 dias é fixado em regimento interno pelo STF. É o tempo que a Polícia Federal tem para colher as informações necessárias para dar andamento às apurações.
Vorcaro, ex-dono do Master e apontado como pivô do esquema de fraude encabeçado pela instituição financeira, está preso preventivamente na Penitenciária Federal de Brasília, no complexo da Papuda.
A prisão de Vorcaro foi determinada por Mendonça no dia 4 deste mês após a análise de mensagens encontradas no celular dele. O conteúdo indicaria que o banqueiro teria planejado atos de violência contra pessoas que considerava adversárias.
Nesta sexta-feira (13), a Segunda Turma do STF iniciou o julgamento para decidir sobre a manutenção da prisão. Já há maioria entre os ministros do colegiado para mantê-lo preso: Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam a decisão de Mendonça. O presidente da Turma, Gilmar Mendes, só deve definir seu voto na próxima semana. Toffoli se declarou suspeito e não participa do julgamento.









