Justiça

Moraes pede para PGR se manifestar sobre suposto vídeo de Eduardo para Jair Bolsonaro

Ex-deputado estava em evento nos Estados Unidos quando disse que mostraria gravação ao pai

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (31) para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre uma afirmação de Eduardo Bolsonaro, em evento nos Estados Unidos no domingo (29), em que o ex-deputado federal afirma estar transmitindo um vídeo para o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Pelas regras da prisão domiciliar, porém, ele não pode utilizar celulares próprios ou de terceiros, tampouco acessar a internet. Se avaliar que houve descumprimento dessa medida cautelar, o ministro pode revogar a concessão humanitária e determinar que o ex-presidente volte a cumprir a pena na Papudinha.

Nessa segunda-feira (30), a defesa de Bolsonaro negou qualquer contato e argumentou que o ex-presidente vem observando as regras de “forma rigorosa, integral e permanente”.

“Cumpre esclarecer, ainda nesse sentido, que o conteúdo ao qual a postagem mencionada faz referência corresponde à manifestação verbal de terceiro, realizada durante evento ocorrido no exterior, sem qualquer participação do Peticionário. À vista desse contexto, não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o Peticionário, tampouco gravação, reprodução ou utilização de qualquer meio vedado”, afirmaram os advogados.

Entenda

No domingo (29), Eduardo esteve na Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), principal hub global da extrema-direita, no Texas. Antes de anunciar o senador e seu irmão Flávio Bolsonaro para o palco, o ex-deputado segura um celular e diz, em inglês, estar fazendo um vídeo para mostrar ao pai.

“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta prendendo o líder desse movimento: Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, disse Eduardo.

Bolsonaro passou a cumprir a prisão domiciliar humanitária na sexta por 90 dias enquanto se recupera plenamente de uma broncopneumonia. A ordem do ministro Alexandre de Moraes é que, no período, o ex-presidente use uma tornozeleira eletrônica, não receba visitas de aliados políticos e também não acesse redes sociais ou celulares.

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