Política

CPI do Crime Organizado aprova convocação de Cláudio Castro e Ibaneis Rocha

Ex-governadores já haviam sido convidados a depor, mas faltaram; ex-diretor do BC também foi convocado

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A CPI do Crime Organizado no Senado aprovou nesta terça-feira (31) os requerimentos de convocação dos ex-governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal. A votação dos pedidos foi simbólica e realizada em bloco. Além dos políticos, também foi convocado o ex-diretor do Banco Central (BC) Renato Gomes.

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Castro e Ibaneis já haviam sido convidados a depor, mas ambos faltaram às oitivas marcadas para o início de fevereiro. À época, os dois ainda ocupavam os governos de seus respectivos Estados. Eles renunciaram aos cargos neste mês para poderem concorrer ao Senado nas eleições de outubro. Castro, contudo, está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O depoimento de Ibaneis tem como objetivo entender a relação entre seu escritório de advocacia e instituições investigadas pela Polícia Federal, incluindo a gestão do BRB e a negociação para adquirir o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Já a oitiva de Castro busca informações sobre o cenário de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro e a infiltração de integrantes dessas organizações na estrutura governamental.

Ainda não há data marcada para os depoimentos.

Também estava prevista para a sessão de hoje da CPI o depoimento do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, mas ele informou à comissão que não comparecerá.

Com isso, o relator da comissão, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou novo pedido de convocação de Campos Neto, aprovado pelos parlamentares. O primeiro foi convertido para convite, o que tornou facultativa a presença do ex-chefe do BC.

O BC recebeu em julho de 2024 ofício da Polícia Federal (PF) com alerta sobre possíveis irregularidades no Master, inclusive a afirmação de que a instituição tinha como dono oculto o empresário Nelson Tanure, mas, em resposta, disse que as suspeitas já tinham sido analisadas por seus órgãos internos e que, ao final, haviam sido arquivadas.

À época, o BC era presidido por Campos Neto, que permaneceu no cargo até o fim daquele ano. O Master acabou liquidado pelo BC em novembro do ano passado em meio a investigações que apontam para o maior caso de fraude bancária da história do país.

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