CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilo de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro
Zettel é apontado como operador do esquema de fraudes do Banco Master; ele está preso em São Paulo


SBT News
A CPI do Crime Organizado no Senado aprovou nesta terça-feira (31) a quebra de sigilos bancário e fiscal do empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Zettel é apontado como operador do esquema de fraudes do Banco Master. Ele está preso em São Paulo desde o início deste mês.
Zettel é investigado como responsável por realizar pagamentos a integrantes da organização criminosa, utilizando-se de empresas em nomes de terceiros e fundos para esconder a origem e o destino dos recursos.
Além do empresário, a CPI aprovou as quebras de sigilo de cinco empresas e mais três pessoas. Dentre elas, José Carlos Oliveira, ex-ministro da Previdência Social e ex-presidente do INSS durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Os requerimentos foram aprovados em bloco pela comissão em votação simbólica. Contudo, o senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente do colegiado, colocou posteriormente todos os pedidos em votação individual e nominal, para garantir a validade das medidas.
A CPI também aprovou hoje os requerimentos de convocação dos ex-governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e do ex-diretor do Banco Central Renato Gomes.
Castro e Ibaneis já haviam sido convidados a depor, mas ambos faltaram às oitivas marcadas para o início de fevereiro. À época, os dois ainda ocupavam os governos de seus respectivos Estados. Eles renunciaram aos cargos neste mês para poderem concorrer ao Senado nas eleições de outubro. Castro, contudo, está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ainda não há data marcada para os depoimentos.
Estava previsto ainda o depoimento do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, mas ele não compareceu. Com isso, o relator da comissão, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou novo pedido de convocação de Campos Neto, aprovado pelos parlamentares. O primeiro foi convertido para convite, o que tornou facultativa a presença do ex-chefe do BC.









