Política

Lula reúne equipe em última reunião ministerial antes de trocas para as eleições

Governo aposta em secretários-executivos para garantir continuidade durante campanha eleitoral; ao menos 20 trocas são esperadas

Avatar de Hariane Bittencourt
Hariane Bittencourt
Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) realiza nesta terça-feira (31) uma reunião com todos os ministros do governo. Participam do encontro, o último antes das trocas em razão das eleições, os ministros que permanecem na gestão petista, os que estão de saída e os que chegam para comandar as pastas no período eleitoral.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A reunião acontece pela manhã no Palácio do Planalto. São esperadas falas de Lula e dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) e Dario Durigan (Fazenda).

Ao menos 20 pastas sofrerão mudanças com ministros que estão de saída do governo para disputar as eleições de outubro ou para atuar na campanha de Lula à reeleição. O prazo para desincompatibilização termina no sábado (4).

Em regra, o petista optou por escalar os secretários-executivos para os comandos de ministérios estratégicos. Os substitutos foram escolhidos sob o argumento de tentar dar continuidade, reduzindo impacto de mudanças no que foi desenvolvido até agora. O movimento acontece em ministérios como Fazenda - com a troca de Fernando Haddad por Dario Durigan - e Educação - com a saída de Camilo Santana e chegada de Leonardo Barchini.

Nos casos em que as mudanças estão confirmadas e os substitutos ainda indefinidos, situação da Secretaria de Relações Institucionais, assumem os secretários-executivos como interinos até que os nomes finais sejam indicados pelo presidente.

Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o encontro vai servir para um balanço da gestão petista até aqui, com despedida dos ministros que saem e alinhamento de discursos e da comunicação governamental durante o próximo meses, sobretudo diante das pré-candidaturas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). A ideia é, com entregas, fazer frente às investidas de ambos contra Lula.

Ministérios como os da Saúde (Alexandre Padilha), Trabalho e Emprego (Luiz Marinho), Relações Exteriores (Mauro Vieira) e Secretaria-Geral da Presidência da República (Guilherme Boulos) não devem sofrer alterações.

Trocas na Esplanada

1: Ministério da Fazenda: Fernando Haddad deixou o comando da pasta para concorrer ao governo de São Paulo.

2: Ministério da Educação: Camilo Santana deixa o ministério para participar da campanha de Lula. Pode concorrer a um cargo eletivo, como ontem (30) sinalizou o presidente, mas ainda não confirmou.

3: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: Geraldo Alckmin segue na vice-presidência, mas deixa o comando da pasta. Já cotado para concorrer ao Senado por São Paulo, deve seguir como vice na chapa de Lula.

4: Secretaria de Relações Institucionais: Gleisi Hoffmann deve concorrer ao Senado pelo Paraná.

5: Casa Civil: Rui Costa deve concorrer ao Senado pela Bahia.

6: Ministério dos Transportes: Renan Filho deve concorrer ao governo de Alagoas.

7: Ministério da Agricultura: Carlos Fávaro deve concorrer ao Senado por Mato Grosso.

8: Ministério do Planejamento: Simone Tebet deve concorrer ao Senado por São Paulo.

9: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: Paulo Teixeira deve concorrer à Câmara dos Deputados por São Paulo.

10: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima: Marina Silva deve concorrer ao Senado por São Paulo.

11: Ministério dos Povos Indígenas: Sônia Guajajara deve concorrer à Câmara dos Deputados por São Paulo.

12: Ministério do Esporte: André Fufuca deve concorrer ao Senado pelo Maranhão.

13: Secretaria de Comunicação Social: Sidônio Palmeira deve atuar na campanha de Lula à reeleição. Ele ainda permanece no governo por mais alguns meses.

14: Ministério da Igualdade Racial: Anielle Franco deve concorrer à Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro.

15: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: Waldez Góes deve concorrer ao Senado pelo Amapá.

16: Ministério de Portos e Aeroportos: Silvio Costa Filho deve concorrer à Câmara dos Deputados por Pernambuco.

17: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania: Macaé Evaristo deve concorrer à Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

18: Ministério das Cidades: Jader Filho deve concorrer à Câmara dos Deputados pelo Pará.

19: Ministério do Empreendedorismo: Márcio França pode concorrer ao Senado por São Paulo. Também cotado para assumir o MDIC após a saída de Alckmin.

20: Ministério da Pesca e Aquicultura: André de Paula deve assumir o comando do Ministério da Agricultura no lugar de Fávaro.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Ao SBT, Cury defende uso da Petrobras para financiar MEIs

Ao SBT, Cury defende uso da Petrobras para financiar MEIs

Imagem da notícia: Ao SBT, Cury defende mandato de 8 anos para o STF

Ao SBT, Cury defende mandato de 8 anos para o STF

Imagem da notícia:  Ao SBT, Cury propõe que país se torne semipresidencialista

Ao SBT, Cury propõe que país se torne semipresidencialista

Imagem da notícia: Cury ao SBT: Bolsa Família perpetua os pobres na pobreza

Cury ao SBT: Bolsa Família perpetua os pobres na pobreza

Imagem da notícia: Ao SBT, Cury defende uso da Petrobras para financiar MEIs

Ao SBT, Cury defende uso da Petrobras para financiar MEIs

Imagem da notícia: Ao SBT, Cury defende mandato de 8 anos para o STF

Ao SBT, Cury defende mandato de 8 anos para o STF

Imagem da notícia:  Ao SBT, Cury propõe que país se torne semipresidencialista

Ao SBT, Cury propõe que país se torne semipresidencialista

Imagem da notícia: Cury ao SBT: Bolsa Família perpetua os pobres na pobreza

Cury ao SBT: Bolsa Família perpetua os pobres na pobreza

Últimas notícias

Cury ao SBT: Centrão é importante e equilibra as coisas

Candidato do Avante afirmou que pretende formar um pacto nacional e negociar com o grupo político sem permitir que ele controle o governo

Cury diz ao SBT que cortaria 15 mil comissionados se eleito

Candidato do Avante a presidente também se comprometeu a reduzir ministérios e se aproximar de déficit zero

Cury ao SBT: Brasil é praça de guerra com Lula e Bolsonaro

Candidato do Avante disse que polarização divide famílias brasileiras e impede progresso do país

Cury diz ao SBT que vai criar pacto nacional com políticos

Candidato do Avante afirmou que pretende negociar com o Centrão sem ser subordinado ao grupo e propor mudanças no sistema de governo

Ao SBT, Cury agradece a Marçal e Malafaia por elogios

Candidato do Avante a presidente fez acenos ao adversário do PRTB e ao pastor

Cury diz ao SBT que deixará gestão de empresas se for eleito

Candidato do Avante afirmou que pretende se afastar da administração empresarial e dedicar-se à construção de um projeto nacional contra a polarização