Congresso da Espanha rejeita decretos sobre moradia
Decretos do governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez previam proteção contra despejos de inquilinos vulneráveis; votação ocorreu após despejo de idosa
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SBT Brasil, com informações da Reuters
Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha. | Reprodução/Reuters
O Congresso da Espanha rejeitou nesta sexta-feira (2) dois decretos apresentados pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez para enfrentar a crise imobiliária.
Um deles previa impedir despejos de inquilinos em situação de vulnerabilidade até 2030 e prorrogar por dois anos o congelamento dos aluguéis de contratos existentes. O outro propunha a renovação automática de contratos de locação.
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O primeiro decreto foi rejeitado por 178 votos a 172. O segundo também foi barrado, por 184 votos a 166.
A crise ganhou destaque após Maricarmen Abascal, de 87 anos, ser retirada do apartamento onde viveu por quase toda a vida. A polícia cumpriu uma ordem de despejo obtida na Justiça pelo fundo de investimentos que comprou o imóvel em 2018.
Abascal foi levada de maca a um hospital e, depois de passar por avaliação médica, decidiu morar com familiares. Segundo o material enviado, os novos proprietários aumentaram o aluguel para mais de cinco vezes o valor anterior.
Sánchez pediu apoio aos decretos
Pouco antes da votação, Sánchez foi ao Congresso e pediu que os parlamentares apoiassem as medidas. O primeiro-ministro afirmou que deveriam “fazer a coisa certa” e advertiu que a história julgaria com severidade quem votasse contra.
Os decretos foram rejeitados em meio a protestos pelo direito à moradia. No sábado (26), cerca de 30 mil pessoas marcharam por Madri. Centenas também montaram barracas na praça Puerta del Sol, diante da sede do governo regional.
Congresso da Espanha rejeita decretos sobre moradiaDecretos do governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez previam proteção contra despejos de inquilinos vulneráveis; votação ocorreu após despejo de idosa Mundo2026-10-02T23:24:32.995ZO Congresso da Espanha rejeitou nesta sexta-feira (2) dois decretos apresentados pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez para enfrentar a crise imobiliária. Um deles previa impedir despejos de inquilinos em situação de vulnerabilidade até 2030 e prorrogar por dois anos o congelamento dos aluguéis de contratos existentes. O outro propunha a renovação automática de contratos de locação. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! O primeiro decreto foi rejeitado por 178 votos a 172. O segundo também foi barrado, por 184 votos a 166. A crise ganhou destaque após onde viveu por quase toda a vida. A polícia cumpriu uma ordem de despejo obtida na Justiça pelo fundo de investimentos que comprou o imóvel em 2018. Abascal foi levada de maca a um hospital e, depois de passar por avaliação médica, decidiu morar com familiares. Segundo o material enviado, os novos proprietários aumentaram o aluguel para mais de cinco vezes o valor anterior. Sánchez pediu apoio aos decretos Pouco antes da votação, Sánchez foi ao Congresso e pediu que os parlamentares apoiassem as medidas. O primeiro-ministro afirmou que deveriam “fazer a coisa certa” e advertiu que a história julgaria com severidade quem votasse contra. Os decretos foram rejeitados em meio a protestos pelo direito à moradia. No sábado (26), cerca de 30 mil pessoas marcharam por Madri. Centenas também montaram barracas na praça Puerta del Sol, diante da sede do governo regional. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/parlamento-da-espanha-rejeita-pacote-habitacional