Economia

Governo se aproxima de apoio unânime dos estados à subvenção do diesel importado, diz Durigan

Executivo federal deve publicar nesta semana medida provisória para reduzir impacto da guerra no preço do combustível

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan | Washington Costa/MF
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira (31) que o governo se aproxima do apoio unânime dos estados para as medidas de mitigação da alta do diesel aos consumidores. O Planalto deve publicar ainda nesta semana uma medida provisória (MP) com ações econômicas para tentar conter o avanço do combustível, mesmo que ainda não haja adesão total dos governadores.

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"A pedido do presidente, eu propus ao estados que juntos conosco retirassem o peso do ICMS na importação do diesel e ontem, falando com os vários governadores, nós estamos muito próximos de ter unanimidade dos estados aderindo a proposta do presidente Lula", declarou Durigan no início de reunião ministerial no Palácio do Planalto.

Inicialmente, o governo defendia a redução do ICMS sobre o diesel, mas, diante da resistência dos estados, passou a considerar a subvenção direta aos importadores como alternativa. Atualmente, a ajuda federal é de R$ 0,32 por litro.

Pela proposta da equipe econômica, o subsídio pode chegar a R$ 1,20 por litro de diesel importado. O custo seria dividido igualmente entre a União e o conjunto dos estados, com impacto fiscal estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão por mês.

Para Durigan, o apoio dos estados mostra que, a parte do discurso político, há um reconhecimento dos governadores ao trabalho do Executivo federal. O ministro disse ainda que as unidades federativas entenderam que cuidar do abastecimento é uma demanda delas.

"Os estados estão nos dizendo que, se for pra fazer junto — diferentemente do governo anterior, que tirou o ICMS sem falar conosco —, nós vamos. E a gente vai seguir adotando medidas, como o presidente tem nos pedido, para à medida que essa guerra evolua e traga efeitos injustos, a gente tenha respostas para a população", afirmou o novo chefe da Fazenda.

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