Política

Defesa diz que Bolsonaro só soube de vídeo de Eduardo após intimação de Moraes

Advogados negam que ex-presidente tenha usado celular e descumprido medidas cautelares; ex-deputado gravou vídeo no domingo e disse que mostraria ao pai

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) respondeu nesta segunda-feira (30) a uma intimação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que só teve conhecimento de uma possível violação de medidas cautelares após o próprio despacho.

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O ministro havia pedido esclarecimentos depois de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro dizer no domingo (29) que enviaria ao pai uma gravação feita durante um evento conservador nos Estados Unidos. Bolsonaro, porém, não pode usar celular próprio ou de terceiros e nem acessar redes sociais no período em que está em prisão domiciliar.

Caso Moraes entenda que houve descumprimento da regra, Bolsonaro pode ter que voltar à Papudinha antes do período de 90 dias em que teve autorizado o retorno ao domicílio para se recuperar plenamente de uma broncopneumonia.

Os advogados deixam claro na resposta que o ex-presidente não teve qualquer envolvimento no episódio e que vem se atendo "de forma rigorosa, integral e permanente” a todas as medidas cautelares estabelecidas no cumprimento da pena.

“Cumpre esclarecer, ainda nesse sentido, que o conteúdo ao qual a postagem mencionada faz referência corresponde à manifestação verbal de terceiro, realizada durante evento ocorrido no exterior, sem qualquer participação do Peticionário. À vista desse contexto, não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o Peticionário, tampouco gravação, reprodução ou utilização de qualquer meio vedado”, afirma a defesa.

Mais cedo, Eduardo Bolsonaro aproveitou para provocar Moraes e dizer que o ministro usava o episódio para “criar uma narrativa” e para atribuir a ele uma eventual responsabilidade pela revogação da prisão domiciliar humanitária. “Então, o meu recado é: eu não vou parar", disse Eduardo.

Ele também afirmou que Moras teria “129 milhões de outras preocupações” para tratar, em referência ao valor em reais do contrato de sua esposa, a advogada Viviane Barci, junto ao Banco Master para a prestação de serviços de consultoria e atuação jurídica.

Entenda

No domingo (29), Eduardo esteve na Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), principal hub global da extrema-direita. Antes de anunciar o senador e seu irmão Flávio Bolsonaro para o palco, o ex-deputado segura um celular e diz, em inglês, estar fazendo um vídeo para mostrar ao pai.

“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta prendendo o líder desse movimento: Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, disse Eduardo.

Bolsonaro passou a cumprir a prisão domiciliar humanitária na sexta por 90 dias enquanto se recupera plenamente de uma broncopneumonia. A ordem do ministro Alexandre de Moraes é que, no período, o ex-presidente use uma tornozeleira eletrônica, não receba visitas de aliados políticos e também não acesse redes sociais ou celulares.

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