Michelle diz que não recebeu vídeo de Eduardo e que Bolsonaro segue sem celular
Nota do PL Mulher reagiu à declaração do filho do ex-presidente sobre gravação de vídeo para o pai durante evento nos EUA


SBT News
O PL Mulher, ala do partido liderada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, divulgou uma nota nesta segunda-feira (30) em que nega irregularidades no cumprimento das medidas cautelares pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar.
A nota reage a uma declaração no final de semana do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Durante discurso em evento que reuniu lideranças conservadoras, Eduardo disse que estava gravando sua participação para mostrar o conteúdo ao pai, o que violaria as regras impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Nenhum arquivo foi encaminhado pelo deputado Eduardo para Michelle Bolsonaro. Ainda que algo tivesse sido recebido, de forma alguma o material seria mostrado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, uma vez que ele está proibido, por força de determinação judicial, de ter acesso a aparelhos celulares. Essa e todas as outras determinações constantes da decisão relativa à prisão domiciliar estão — e continuarão sendo — cumpridas em sua integralidade", diz a nota.
O comunicado diz ainda desconhecer "o contexto e a motivação" por trás da fala de Eduardo, mas sugere que as declarações teriam levado a uma "interpretação equivocada por parte da imprensa e de algumas autoridades".
"Temos convicção de que essa não era a intenção de Eduardo", afirma a nota.
Bolsonaro passou a cumprir a prisão domiciliar humanitária na sexta-feira (27) por 90 dias enquanto se recupera plenamente de uma broncopneumonia. A ordem do ministro Alexandre de Moraes é que, no período, o ex-presidente use uma tornozeleira eletrônica, não receba visitas de aliados políticos e também não acesse redes sociais ou o celular.
No domingo (29), Eduardo esteve na Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), principal hub global de encontro de líderes de direita e extrema-direita, no Texas. Em dado momento de seu discurso, ele segura um celular e diz estar fazendo um vídeo para mostrar ao pai.
“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, prendendo o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, disse Eduardo.
Nesta segunda, o ministro Alexandre de Moraes deu prazo de 24 horas para que os advogados de Bolsonaro prestem explicações sobre o episódio.








