Justiça mantém preso síndico acusado de matar corretora em condomínio de Goiás
Cleber Rosa de Oliveira confessou à polícia que limpou a cena do crime após a morte da corretora Daiane, em Caldas Novas

SBT Brasil
A Justiça manteve a prisão preventiva do síndico Cleber Rosa de Oliveira, acusado de matar a corretora de imóveis Daiane Alves dentro da garagem de um condomínio em Caldas Novas, no sul de Goiás.
Em depoimento à Polícia Civil no dia 29 de janeiro, um dia após ser preso, o suspeito relatou como teria ocorrido o encontro com a vítima no subsolo do prédio. + Mãe de mulher que desapareceu em GO após entrar em elevador lamenta falta de respostas
Segundo a investigação, Cleber teria desligado propositalmente o disjuntor do apartamento de Daiane para fazer com que ela descesse até a garagem. O síndico já estaria esperando a vítima no local, encapuzado e usando luvas.
Durante o interrogatório, Cleber admitiu que estava armado. Ele afirmou que Daiane chegou ao subsolo com o celular na mão e que os dois entraram em luta corporal.
Segundo a versão apresentada pelo suspeito, o disparo teria ocorrido durante a briga, ainda dentro da garagem do condomínio.
O delegado responsável pelo caso afirmou que os vestígios encontrados na perícia indicam que o crime pode ter ocorrido de forma diferente da relatada pelo suspeito. Laudos periciais apontaram que a corretora foi morta com dois tiros na cabeça.
Síndico levou corpo de corretora em caminhonete, diz polícia
No depoimento, o síndico também relatou o que teria feito após a morte da vítima. Segundo ele, colocou o corpo de Daiane na caminhonete e saiu dirigindo sem destino até deixá-lo em uma área de mata próxima a Caldas Novas.
O suspeito afirmou ainda que, durante o trajeto, jogou a arma usada no crime pela janela do carro, em um rio.
Durante o interrogatório, Cleber também contou que voltou à garagem no dia seguinte ao crime. Ele afirmou que limpou o local e chegou a usar uma vassoura para retirar vestígios.
Os restos mortais da vítima foram encontrados mais de 40 dias após o desaparecimento, já em avançado estado de decomposição.
Defesa da família aponta crime premeditado
Para os advogados da família de Daiane, o depoimento do suspeito tenta minimizar a responsabilidade pelo assassinato.
Segundo a defesa, as provas reunidas na investigação indicam que o crime foi planejado.
O caso ocorreu em 17 de dezembro do ano passado. O Ministério Público denunciou Cleber Rosa de Oliveira por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O síndico segue preso na Unidade Prisional Regional de Caldas Novas. A primeira audiência de instrução e julgamento está marcada para 6 de maio.
O caso
A corretora Daiane, de 43 anos, ficou 40 dias desaparecida, após ser vista pela última vez entrando no elevador do prédio onde morava em Caldas Novas havia cerca de dois anos. Imagens de câmeras de segurança registraram seus últimos momentos no condomínio.
O caso ganhou repercussão após apelos de familiares. As investigações da Polícia Civil colocaram Cleber Rosa de Oliveira, síndico do prédio, como principal suspeito.
Daiane Alves e Cleber Rosa tinham desavenças há mais de um ano relacionadas à administração de apartamentos da família da corretora no prédio. Existem mais de 12 processos judiciais entre as partes, envolvendo acusações como perseguição, sabotagem, abuso de poder e agressão física.
O caso teve um desfecho trágico no dia 28 de janeiro, quando o suspeito confessou o crime e levou os agentes até o local onde escondeu o corpo de Daiane, em uma área de mata a 15 quilômetros de Caldas Novas.
A identificação inicial foi realizada com base nas roupas encontradas no local. Agora, exames mais detalhados confirmaram a causa da morte.
Além de Kleber, o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso pelo homicídio, mas foi libertado nesta sexta-feira após a polícia não identificar a participação dele no crime
Segundo a polícia, Cleber deve responder por assassinato e ocultação de cadáver. Colaborou Antonio Souza









