Mãe de mulher que desapareceu em GO após entrar em elevador lamenta falta de respostas
Daiane Alves, de 43 anos, sumiu há mais de um mês em Caldas Novas; polícia mantém força-tarefa, mas família cobra avanços


Emanuelle Menezes
em parceria com Estado de Minas
A mãe da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que desapareceu em Goiás após entrar no elevador do prédio onde morava, lamentou a falta de respostas sobre o paradeiro da filha e relatou momentos de angústia e pânico diante da demora na elucidação do caso.
Em entrevista ao Estado de Minas, Nilse Alves Pontes afirmou viver dias de incerteza desde o desaparecimento da filha, ocorrido em 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas, no interior goiano. "Há momentos de pânico, de muita dor. E a gente vai se apoiar em Deus", disse.
Daiane, que é natural de Uberlândia (MG) e morava há cerca de dois anos em Caldas Novas (GO), foi vista pela última vez por câmeras de segurança do condomínio onde possuía imóveis. As imagens mostram a corretora entrando no elevador por volta das 18h50, gravando um vídeo com o celular, e acionando os botões do térreo e do subsolo. Ela chega a sair no primeiro andar, retorna minutos depois ao elevador, entra no subsolo e não é mais vista.
Segundo familiares, Daiane saiu do apartamento para verificar uma queda de energia no prédio. O vídeo gravado por ela foi enviado a uma amiga, mas as imagens feitas após a entrada no subsolo não chegaram a ser encaminhadas. A mulher deixou a porta do apartamento aberta, saiu sem óculos e levava apenas o celular. O carro dela estava em uma oficina mecânica.
"A minha filha desapareceu, literalmente, dentro do prédio", afirmou a mãe ao Estado de Minas.
A 19ª Delegacia Regional de Caldas Novas investiga o caso e montou uma força-tarefa coordenada pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH). Em nota, a Polícia Civil informou que as apurações seguem em andamento, com diligências de campo, oitivas e análises técnicas. Objetos pessoais da vítima, como um notebook, já foram apreendidos para perícia.
Desavenças no condomínio
Desavenças entre Daiane e a administração do condomínio ganharam repercussão em meio ao desaparecimento da corretora. Ela chegou a ser impedida de entrar no prédio após decisão de assembleia, mas voltou a ter acesso ao local por determinação judicial meses depois. Há registros de discussões com funcionários e boletins de ocorrência envolvendo a vítima.
A polícia reforça que qualquer informação que possa ajudar a localizar Daiane pode ser repassada de forma anônima pelo telefone 197 ou pelos canais oficiais da Polícia Civil de Caldas Novas.









