Saúde

Paes anuncia distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS no Rio de Janeiro

Anúncio aconteceu durante evento com o presidente Lula, que defendeu também a mudança de hábitos dos pacientes

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes | Tomaz Silva/Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou que a prefeitura vai disponibilizar canetas emagrecedoras na rede pública de saúde da cidade.

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A declaração foi feita durante um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na inauguração do novo setor de trauma do Hospital do Andaraí.

Ao comentar sobre o uso das canetas emagrecedoras no sistema de saúde, Lula disse que os medicamentos devem ser indicados para quem realmente precisa, mas destacou a importância da atividade física.

“O remédio tem que ser dado para as pessoas que, por necessidade de saúde, não conseguem emagrecer. Mas o médico tem que dar receita e ensinar a andar. A pessoa tem que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco. Andar. O cara vai comprar pão, vai de carro. O cara vai na farmácia, vai de carro. O cara, sabe? Anda um pouco. Ele tem que aprender que andar faz bem.”

Segundo Paulo Lacativa, médico e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, muitos pacientes enfrentam quadros graves de obesidade.

“A gente está falando de pessoas que têm doenças com 150, 200 quilos que não estão nessa situação porque querem. ‘Fecha a boca que vai emagrecer’, isso não acontece. Dieta e exercício para obesidade chegar no peso alvo respondem para menos de 15%. É uma pessoa que necessita de tratamento.”

Foi diante dessa realidade que o prefeito de Urupês, cidade de 14 mil habitantes no interior paulista, resolveu disponibilizar a caneta nos postos de saúde.

Ele é médico e afirma que as doenças associadas à obesidade custam mais caro para o sistema de saúde do que o tratamento.

Segundo o prefeito Roberto Cacciari Filho, 68% dos casos que chegam à unidade de emergência da cidade são de pessoas obesas que apresentam outras doenças como fator de risco, principalmente cardiovasculares.

“O medicamento, a tirzepatida, é aplicado na unidade de saúde, o paciente não leva para casa. Esse é o grande diferencial. Semanalmente, quando ele busca a unidade, tem acompanhamento do endocrinologista, nutricionista, psicólogo, educador físico e também assistente social para dar suporte.”

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