Saúde

Check-up feminino: o que cada idade revela e o que você não pode ignorar

Exames periódicos, ajustados à idade e ao histórico individual, são fundamentais para diagnóstico precoce e mais chances de tratamento eficaz

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Mulher em atendimento médico | Freepik

O ano é novo, mas os sintomas podem ser antigos. Essa é a importância do check-up periódico.

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Cuidar da saúde feminina vai muito além de tratar doenças quando elas aparecem. O check-up é uma ferramenta essencial de prevenção, capaz de identificar alterações silenciosas antes que se tornem problemas mais graves. Ao longo da vida, o corpo da mulher passa por transformações hormonais, metabólicas e ginecológicas importantes, e os exames precisam acompanhar essas mudanças. A prevenção não é fixa – ela evolui junto com o organismo.

Dos 20 aos 29 anos: criar o hábito do cuidado

Na juventude, muitas doenças ainda não se manifestam de forma evidente, o que faz com que o acompanhamento médico seja, muitas vezes, negligenciado. No entanto, essa é a fase ideal para criar hábitos saudáveis de vida e cuidado preventivo.

O exame de Papanicolau é fundamental para a detecção precoce de alterações no colo do útero, assim como a avaliação ginecológica anual e o exame clínico das mamas. A indicação do Ministério da Saúde é iniciar a realização do exame de Papanicolau a partir dos 25 anos de idade. Exames laboratoriais básicos ajudam a identificar alterações metabólicas, hormonais ou infecciosas que podem impactar a saúde a médio e longo prazo. A prevenção nessa fase constrói uma base sólida para as décadas seguintes.

Dos 30 aos 39 anos: atenção às mudanças do corpo

A partir dos 30 anos, o corpo começa a apresentar mudanças mais sutis, que nem sempre são percebidas no dia a dia. O acompanhamento ginecológico anual segue sendo essencial, com o Papanicolau realizado conforme o intervalo indicado.

Em casos selecionados, o ultrassom pélvico e o das mamas podem fazer parte da rotina, auxiliando na identificação de miomas, cistos ou alterações mamárias. Exames laboratoriais mais completos, incluindo avaliação da função da tireoide, ajudam a investigar sintomas comuns nessa fase, como alterações de peso, cansaço excessivo e irregularidades menstruais.

A partir dos 40 anos: rastreamento ganha protagonismo

Entre os 40 e os 49 anos, o rastreamento oncológico torna-se ainda mais relevante. A mamografia anual passa a ser um dos principais exames para detecção precoce do câncer de mama, mesmo antes do surgimento de sintomas. A colonoscopia também passa a ser indicada, devido ao aumento do número de casos de câncer de intestino entre jovens.

Além disso, a avaliação ginecológica continua sendo indispensável, assim como a análise do perfil metabólico e cardiovascular, já que o risco de doenças crônicas começa a aumentar.

Após os 50 anos: prevenção integrada e contínua

A partir dos 50 anos, o cuidado precisa ser ainda mais abrangente. A mamografia anual deve ser mantida, assim como a avaliação ginecológica regular. A colonoscopia e a endoscopia passam a integrar a rotina conforme recomendação médica, reforçando a importância da prevenção do câncer gastrointestinal.

O acompanhamento cardiovascular, aliado a exames metabólicos e hormonais, torna-se essencial para preservar qualidade de vida, autonomia e bem-estar nessa fase. O objetivo do check-up não é apenas detectar câncer, mas promover um envelhecimento mais saudável e ativo.

Exames em dia fazem diferença. O check-up feminino não deve ser encarado como obrigação, mas como um investimento em saúde e longevidade. Quando a prevenção acompanha as mudanças do corpo, as chances de diagnóstico precoce aumentam significativamente – e, com elas, as possibilidades de tratamento eficaz e qualidade de vida.

Dra. Larissa Müller Gomes – CRM/SP 180158 | RQE 78497

Oncologista clínica

Membro Brazil Health

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