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Parte de foguete da SpaceX deve colidir com a Lua

Objeto de quatro toneladas pode atingir a superfície lunar a cerca de 8.690 km/h na madrugada desta quarta-feira

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Foguete Falcon 9 da SpaceX lançado no dia 15 de janeiro de 2026 | Foto: REUTERS/Steve Nesius

Foguete Falcon 9 da SpaceX lançado no dia 15 de janeiro de 2026 | Foto: REUTERS/Steve Nesius

Um estágio de foguete da SpaceX que permanece no espaço desde o ano passado deve colidir com a Lua na madrugada desta quarta-feira (5). O objeto é o segundo estágio de um foguete Falcon 9 usado para lançar um módulo de pouso lunar da Firefly Aerospace em janeiro de 2025.

Com tamanho aproximado ao de um ônibus escolar e peso estimado em quatro toneladas, o fragmento deve atingir a Lua por volta das 3h35, no horário de Brasília. A colisão deve ocorrer a aproximadamente 8.690 km/h, na região da cratera Einstein, localizada na borda oeste da Lua.

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Segundo a SpaceX, a colisão não é intencional. O impacto deve levantar uma nuvem de poeira lunar, que poderá ser iluminada pela luz do Sol, mas dificilmente será observada a olho nu da Terra.

A expectativa é de que o choque não represente risco para pessoas ou equipamentos na Terra.

O estágio do foguete não tinha combustível suficiente para ser controlado e, após o lançamento, passou a seguir uma trajetória determinada pela combinação entre forças gravitacionais e atividade solar.

“Essencialmente, foi uma combinação de atividade solar e forças gravitacionais que colocou o estágio em uma trajetória rumo à Lua”, afirmou Julianna Scheiman, diretora da SpaceX responsável pelos programas científicos da Nasa e da nave Dragon.

Astrônomos identificaram trajetória no início do ano

Astrônomos determinaram apenas no início deste ano que o estágio do Falcon 9 estava em uma órbita que terminaria na Lua.

Bill Gray, criador de um software de astronomia utilizado por pesquisadores, afirmou que o impacto pode gerar algum interesse científico, embora provavelmente limitado.

Segundo ele, o evento também chama atenção para os desafios relacionados ao descarte de equipamentos espaciais que deixam de ser utilizados.

Normalmente, estágios de foguetes retornam à atmosfera terrestre, onde se queimam, ou são direcionados para o oceano. Missões lunares, porém, exigem mais energia para alcançar trajetórias distantes, o que pode deixar partes do foguete em órbitas difíceis de controlar.

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Impactos na Lua são raros

Colisões de lixo espacial com a Lua são incomuns. Em março de 2022, um estágio de foguete chinês atingiu a superfície lunar após uma missão de teste.

A Nasa também provocou impactos intencionais na Lua em diferentes momentos para estudar a poeira e os efeitos sísmicos gerados pelas colisões. Em 2009, uma nave da agência foi lançada contra a superfície lunar para analisar a composição do material levantado.

Nos últimos anos, outras missões também terminaram em acidentes. A sonda russa Luna-25 caiu na Lua em 2023, enquanto os módulos de pouso Chandrayaan-2, da Índia, e Beresheet, de Israel, sofreram acidentes em 2019.

Nasa e SpaceX discutem prevenção

A Nasa e a SpaceX discutem formas de evitar impactos semelhantes no futuro. A agência espacial norte-americana pretende ampliar as missões à Lua e enviar astronautas regularmente à superfície lunar no fim desta década, por meio do programa Artemis.

A preocupação é evitar que restos de foguetes e outros objetos espaciais atinjam equipamentos, módulos ou futuras instalações destinadas às missões lunares.

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