Ex-chefe do BRB está em cela individual destinada a vulneráveis na Papuda
Paulo Henrique Costa pede para deixar presídio para conversar com advogados sobre delação premiada



Cézar Feitoza
Marcela Mattos
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, está preso em uma ala dedicada a pessoas vulneráveis no Complexo Penitenciário da Papuda. Trata-se do bloco 4 do PDF IV, um dos pavilhões do presídio. A cela em que Paulo Henrique está detido é individual e tem acesso facilitado a médicos e psicólogos.
O local não é destinado para a detenção de alvos de prisão preventiva. O espaço dedicado a esse tipo de detento é o CDP (Centro de Detenção Provisória).
A estadia de Paulo Henrique na ala dos vulneráveis é descrita por policiais penais ouvidos pelo SBT News como privilégio em comparação com as demais celas da Papuda.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal afirmou, em nota, que não divulga informações sobre "lotações ou dados específicos de pessoas custodiadas".
O órgão disse que a Papuda é composta por cinco unidades prisionarias, sendo o PDF destinado para os detentos em regime fechado.
"De modo geral, contudo, as celas possuem entradas laterais de ventilação e luminosidade, banheiro com sanitário, pia e chuveiro, além de camas de concreto fixadas à estrutura das paredes e são disponibilizados colchões para todos os custodiados", completou.
Delação
A defesa de Paulo Henrique Costa pediu ao Supremo que o investigado deixe a Papuda para conversar com seus advogados sobre uma possível delação premiada.
Ela argumenta que as condições do presídio dificultam as negociações para uma eventual colaboração do banqueiro.
"Sem qualquer juízo de valor sobre as condições carcerárias do local onde o Requerente cumpre a medida cautelar, a arquitetura prisional, de um lado, e a necessidade de sigilo inviolável das conversas conduzidas entre o Requerente e seus advogados, de outro, tornam impossível os três vetores acima: não se pode discutir eventuais fatos delitivos de forma eficiente; não se pode manusear fontes de prova; não se pode, assim, atingir a qualidade de informação necessária para a voluntariedade", diz a defesa.









