Tebet: "Ninguem está acima da lei", ao falar da crise no STF
Em entrevista ao News Noite, candidata ao Senado afirma ser contra a vitaliciedade e apoia períodos curtos para integrantes da Suprema Corte
Antonio Souza, Leandro Magalhães
A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) declarou nesta quinta-feira (3) que “nenhuma autoridade está acima da lei”. Em entrevista ao News Noite, a ex-ministra do Planejamento defendeu a apuração rigorosa das denúncias relacionadas ao Banco Master e afirmou que todos devem ser investigados “sem exceção”.
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“Ninguém está acima da lei. Qualquer autoridade tem responsabilidade perante a sociedade brasileira. O combate à corrupção não tem lado, e toda denúncia precisa ser investigada com rigor. Nós estamos diante de um dos maiores, senão o maior, escândalo de corrupção da história do Brasil, envolvendo o Banco Master. Doa a quem doer, sem exceção: sejam ministros de Estado, senadores, deputados, governadores ou candidatos à Presidência da República”, declarou a candidata.
Tebet também afirmou que pretende pôr fim à vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela apoia a criação de mandatos fixos de 12 anos para os integrantes da Corte. A instituição de um prazo determinado para os ministros seria uma alternativa ao modelo atual.
“Eu já votei, quando fui senadora, na CCJ pelo fim da vitaliciedade dos ministros. Aproveitando a sua pergunta, sou a favor de um mandato de 12 anos. Podemos discutir períodos de 10, 12 ou 14 anos, mas votei a favor de um projeto que acaba com a vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal, estabelecendo mandato de 12 anos e idade mínima, que pode ser de 50 ou 55 anos. Isso não é o mais importante, mas é fundamental que criemos essa alternativa”, completou Tebet.
A proposta de mandato fixo para ministros do STF é defendida por diferentes setores políticos, mas ainda não há alteração aprovada que modifique o modelo constitucional vigente.
Candidata critica proposta de anistia
Segundo a candidata, a discussão sobre a anistia não deveria ocupar o centro da agenda política. Ela afirmou que o país tem uma janela de oportunidade e que esse momento estaria sendo perdido diante da continuidade do debate sobre os condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.
“Sou radicalmente contra a anistia. Ela não vai pacificar o país. O Brasil já virou essa página. Temos que olhar para o futuro. Existe uma janela de oportunidade que estamos perdendo. O país está envelhecendo antes de ficar rico. Temos muitos projetos relevantes e, se não fizermos esse dever de casa nos próximos oito ou dez anos, estaremos fadados a ser, lamentavelmente, um dos países mais desiguais do mundo.”
Tebet defende mandato presidencial de cinco anos
A candidata também defendeu o fim da reeleição para presidente da República. Na avaliação dela, o mandato deveria ter duração de cinco anos, sem possibilidade de um segundo período consecutivo.
“Sou a favor de cinco anos sem reeleição, mas acho importante também ouvir a sociedade em um plebiscito na próxima eleição municipal.”
A mudança exigiria alteração na Constituição e aprovação pelo Congresso Nacional.
Tebet: "Ninguem está acima da lei", ao falar da crise no STFEm entrevista ao News Noite, candidata ao Senado afirma ser contra a vitaliciedade e apoia períodos curtos para integrantes da Suprema CorteEleições2026-09-04T01:00:32.566ZA candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) declarou nesta quinta-feira (3) que “nenhuma autoridade está acima da lei”. Em entrevista ao News Noite, a ex-ministra do Planejamento defendeu a apuração rigorosa das denúncias relacionadas ao Banco Master e afirmou que todos devem ser investigados “sem exceção”. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. “Ninguém está acima da lei. Qualquer autoridade tem responsabilidade perante a sociedade brasileira. O combate à corrupção não tem lado, e toda denúncia precisa ser investigada com rigor. Nós estamos diante de um dos maiores, senão o maior, escândalo de corrupção da história do Brasil, envolvendo o Banco Master. Doa a quem doer, sem exceção: sejam ministros de Estado, senadores, deputados, governadores ou candidatos à Presidência da República”, declarou a candidata. Tebet também afirmou que pretende pôr fim à vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela apoia a criação de mandatos fixos de 12 anos para os integrantes da Corte. A instituição de um prazo determinado para os ministros seria uma alternativa ao modelo atual. “Eu já votei, quando fui senadora, na CCJ pelo fim da vitaliciedade dos ministros. Aproveitando a sua pergunta, sou a favor de um mandato de 12 anos. Podemos discutir períodos de 10, 12 ou 14 anos, mas votei a favor de um projeto que acaba com a vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal, estabelecendo mandato de 12 anos e idade mínima, que pode ser de 50 ou 55 anos. Isso não é o mais importante, mas é fundamental que criemos essa alternativa”, completou Tebet. A proposta de mandato fixo para ministros do STF é defendida por diferentes setores políticos, mas ainda não há alteração aprovada que modifique o modelo constitucional vigente. Candidata critica proposta de anistia Segundo a candidata, a discussão sobre a anistia não deveria ocupar o centro da agenda política. Ela afirmou que o país tem uma janela de oportunidade e que esse momento estaria sendo perdido diante da continuidade do debate sobre os condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes. “Sou radicalmente contra a anistia. Ela não vai pacificar o país. O Brasil já virou essa página. Temos que olhar para o futuro. Existe uma janela de oportunidade que estamos perdendo. O país está envelhecendo antes de ficar rico. Temos muitos projetos relevantes e, se não fizermos esse dever de casa nos próximos oito ou dez anos, estaremos fadados a ser, lamentavelmente, um dos países mais desiguais do mundo.” Tebet defende mandato presidencial de cinco anos A candidata também defendeu o fim da reeleição para presidente da República. Na avaliação dela, o mandato deveria ter duração de cinco anos, sem possibilidade de um segundo período consecutivo. “Sou a favor de cinco anos sem reeleição, mas acho importante também ouvir a sociedade em um plebiscito na próxima eleição municipal.” A mudança exigiria alteração na Constituição e aprovação pelo Congresso Nacional. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/tebet-defende-mandato-de-12-anos-para-ministros-do-stf
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