Política

Lula cobra investigação do Banco Master “sem blindagem”

Após mensagens entre Vorcaro e Moraes, presidente afirma que suspeitas envolvendo políticos e agentes públicos exigem apuração com firmeza e transparência

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André Barbeiro
Presidente Lula fala sobre investigações do Banco Master | Divulgação

Presidente Lula fala sobre investigações do Banco Master | Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (3), que as investigações sobre o caso do Banco Master devem alcançar todos os envolvidos, sem qualquer tipo de blindagem. A declaração ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça quebrar o sigilo das mensagens trocadas entre o colega Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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Segundo Lula, a gravidade das suspeitas exige uma atuação firme das instituições responsáveis pela apuração. O presidente afirmou que há indícios de possível envolvimento de políticos e agentes públicos e defendeu que a população tenha acesso à verdade sobre o caso.

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“É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, afirmou.

Na declaração, Lula classificou o escândalo envolvendo o Banco Master como “o maior roubo da história do Brasil” e afirmou que milhões de pessoas teriam sido prejudicadas em diferentes estados.

O presidente também destacou as relações de Vorcaro com pessoas consideradas influentes. Segundo Lula, o banqueiro apontado como líder do esquema foi preso e o banco fechado durante seu governo.

“Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, afirmou.

O presidente cobrou ainda que o presidente do STF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) atuem para garantir a integridade das investigações.

“Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”, declarou.

Sigilo foi retirado após revelações sobre mensagens

O ministro André Mendonça decidiu na terça-feira (1º) retirar o sigilo do processo que apura as mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A medida ocorreu após a divulgação de conversas nas quais Vorcaro pedia ao ministro que atuasse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter o avanço das investigações sobre o Banco Master.

Em outra conversa periciada pela PF, Vorcaro questionou Moraes se deveria deixar o país dois dias antes da primeira fase da Operação Compliance Zero, que investigava suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco. O banqueiro acabou preso em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai em um jato particular.

Moraes inclui Mendonça em inquérito do STF

Nesta quinta-feira (3), dois dias após retirar o sigilo das mensagens, Moraes pediu inclusão de Mendonça no inquérito das fake news.

O ministro apontou três supostos crimes que teriam sido cometidos pelo colega no âmbito das relatorias das operações Sem Desconto e Compliance Zero: improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade.

Segundo Moraes, Mendonça teria direcionado investigações por motivos “pessoais” e “políticos”, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal.

A decisão amplia a crise interna no STF e ocorre em meio à disputa sobre a condução das investigações relacionadas ao Banco Master.

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