Plano de Flávio seria “calote generalizado”, diz Durigan
Ministro da Fazenda volta a criticar proposta do candidato para suspender pagamento de dívidas e afirma que medida prejudicaria o sistema financeiro
Caio Barcellos
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, no anúncio do Desenrola Adimplentes | Divulgação/Washington Costa/MF
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (21) que a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) para suspender temporariamente o pagamento de dívidas de pessoas físicas e empresas representaria uma espécie de “calote generalizado no sistema financeiro”.
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A declaração foi dada durante conversa com jornalistas sobre a nova etapa do Desenrola Brasil 3.0, programa do governo Lula (PT) para renegociação de débitos.
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“Diferente do que está sendo proposto pelo candidato da oposição, que seria uma espécie de calote generalizado no sistema financeiro, nós estamos dando condição para que o sistema financeiro se mantenha hígido, se mantenha com condições de seguir no seu fluxo normal de negócio”, declarou Durigan.
Durante o debate presidencial da Band, no domingo (18), Flávio prometeu suspender por seis meses o pagamento de dívidas de pessoas físicas e por um ano o de empresas, caso seja eleito.
O senador também defendeu que o governo compre débitos das instituições financeiras com descontos e ofereça crédito mais barato e de longo prazo.
A proposta já havia sido criticada por Durigan na terça-feira (20). Em vídeo publicado nas redes sociais, o ministro afirmou que, sem receber os valores devidos, os bancos teriam menos recursos para conceder novos empréstimos a consumidores e empresas.
“Se o sistema passa um ano sem receber, não sobra dinheiro para financiar a geladeira, o móvel, a casa própria ou a safra do produtor. E a sua dívida continua crescendo com juros. No fim, quem paga essa conta é você”, disse no vídeo.
Na conversa desta quarta-feira, Durigan voltou a defender o modelo adotado pelo governo Lula, que prevê a compra de dívidas antigas diretamente das instituições financeiras, com descontos mínimos de 90%.
O ministro anunciou que a Fazenda publicará nesta quinta-feira (22) o primeiro edital do Desenrola 3.0, destinado a bancos e fundos interessados em vender carteiras de dívidas ao governo. As instituições terão cinco dias úteis para informar o volume de débitos disponíveis, estimado inicialmente em até R$ 90 bilhões.
A compra efetiva ocorrerá em uma segunda etapa, prevista para novembro ou início de dezembro. O governo dará prioridade às dívidas de pessoas de menor renda e microempreendedores individuais (MEIs), mas o tamanho da operação dependerá das ofertas apresentadas e da disponibilidade de recursos públicos.
A declaração ocorre a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), quando Flávio enfrentará o presidente Lula. No primeiro turno, o senador recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do petista.
Plano de Flávio seria “calote generalizado”, diz DuriganMinistro da Fazenda volta a criticar proposta do candidato para suspender pagamento de dívidas e afirma que medida prejudicaria o sistema financeiro
Eleições2026-10-21T21:09:21.568ZO ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (21) que a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) para suspender temporariamente o pagamento de dívidas de pessoas físicas e empresas representaria uma espécie de “calote generalizado no sistema financeiro”. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique A declaração foi dada durante conversa com jornalistas sobre a nova etapa do Desenrola Brasil 3.0, programa do governo Lula (PT) para renegociação de débitos. “Diferente do que está sendo proposto pelo candidato da oposição, que seria uma espécie de calote generalizado no sistema financeiro, nós estamos dando condição para que o sistema financeiro se mantenha hígido, se mantenha com condições de seguir no seu fluxo normal de negócio”, declarou Durigan. Proposta de Flávio e reação do governo Durante o debate presidencial da Band, no domingo (18), Flávio prometeu suspender por seis meses o pagamento de dívidas de pessoas físicas e por um ano o de empresas, caso seja eleito. O senador também defendeu que o governo compre débitos das instituições financeiras com descontos e ofereça crédito mais barato e de longo prazo. A proposta já havia sido criticada por Durigan na terça-feira (20). Em vídeo publicado nas redes sociais, o ministro afirmou que, sem receber os valores devidos, os bancos teriam menos recursos para conceder novos empréstimos a consumidores e empresas. “Se o sistema passa um ano sem receber, não sobra dinheiro para financiar a geladeira, o móvel, a casa própria ou a safra do produtor. E a sua dívida continua crescendo com juros. No fim, quem paga essa conta é você”, disse no vídeo. Na conversa desta quarta-feira, Durigan voltou a defender o modelo adotado pelo governo Lula, que prevê a compra de dívidas antigas diretamente das instituições financeiras, com descontos mínimos de 90%. O ministro anunciou que a Fazenda publicará nesta quinta-feira (22) o primeiro edital do Desenrola 3.0, destinado a bancos e fundos interessados em vender carteiras de dívidas ao governo. As instituições terão cinco dias úteis para informar o volume de débitos disponíveis, estimado inicialmente em até R$ 90 bilhões. A compra efetiva ocorrerá em uma segunda etapa, prevista para novembro ou início de dezembro. O governo dará prioridade às dívidas de pessoas de menor renda e microempreendedores individuais (MEIs), mas o tamanho da operação dependerá das ofertas apresentadas e da disponibilidade de recursos públicos. A declaração ocorre a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), quando Flávio enfrentará o presidente Lula. No primeiro turno, o senador recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do petista.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/plano-de-flavio-seria-calote-generalizado-diz-durigan
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