Eleições

Plano de Flávio seria “calote generalizado”, diz Durigan

Ministro da Fazenda volta a criticar proposta do candidato para suspender pagamento de dívidas e afirma que medida prejudicaria o sistema financeiro

Avatar de Caio Barcellos
Caio Barcellos
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, no anúncio do Desenrola Adimplentes | Divulgação/Washington Costa/MF

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, no anúncio do Desenrola Adimplentes | Divulgação/Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (21) que a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) para suspender temporariamente o pagamento de dívidas de pessoas físicas e empresas representaria uma espécie de “calote generalizado no sistema financeiro”.

🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui

A declaração foi dada durante conversa com jornalistas sobre a nova etapa do Desenrola Brasil 3.0, programa do governo Lula (PT) para renegociação de débitos.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover
“Diferente do que está sendo proposto pelo candidato da oposição, que seria uma espécie de calote generalizado no sistema financeiro, nós estamos dando condição para que o sistema financeiro se mantenha hígido, se mantenha com condições de seguir no seu fluxo normal de negócio”, declarou Durigan.

Proposta de Flávio e reação do governo

Durante o debate presidencial da Band, no domingo (18), Flávio prometeu suspender por seis meses o pagamento de dívidas de pessoas físicas e por um ano o de empresas, caso seja eleito.

O senador também defendeu que o governo compre débitos das instituições financeiras com descontos e ofereça crédito mais barato e de longo prazo.

A proposta já havia sido criticada por Durigan na terça-feira (20). Em vídeo publicado nas redes sociais, o ministro afirmou que, sem receber os valores devidos, os bancos teriam menos recursos para conceder novos empréstimos a consumidores e empresas.

“Se o sistema passa um ano sem receber, não sobra dinheiro para financiar a geladeira, o móvel, a casa própria ou a safra do produtor. E a sua dívida continua crescendo com juros. No fim, quem paga essa conta é você”, disse no vídeo.

Na conversa desta quarta-feira, Durigan voltou a defender o modelo adotado pelo governo Lula, que prevê a compra de dívidas antigas diretamente das instituições financeiras, com descontos mínimos de 90%.

O ministro anunciou que a Fazenda publicará nesta quinta-feira (22) o primeiro edital do Desenrola 3.0, destinado a bancos e fundos interessados em vender carteiras de dívidas ao governo. As instituições terão cinco dias úteis para informar o volume de débitos disponíveis, estimado inicialmente em até R$ 90 bilhões.

A compra efetiva ocorrerá em uma segunda etapa, prevista para novembro ou início de dezembro. O governo dará prioridade às dívidas de pessoas de menor renda e microempreendedores individuais (MEIs), mas o tamanho da operação dependerá das ofertas apresentadas e da disponibilidade de recursos públicos.

A declaração ocorre a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), quando Flávio enfrentará o presidente Lula. No primeiro turno, o senador recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do petista.

Últimas notícias