Brasil

PF investiga ação criminosa em onda de queimadas no Amazonas

Ao menos nove inquéritos apuram as causas dos incêndios, que elevaram a poluição do ar e levaram cidades do Amazonas a enfrentar uma crise climática

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Murillo Otavio
São Paulo lidera o ranking com o maior número de decretos de emergência para incêndios em agosto | Divulgação/governo SP

São Paulo lidera o ranking com o maior número de decretos de emergência para incêndios em agosto | Divulgação/governo SP

A Polícia Federal (PF) investiga, em pelo menos nove inquéritos, se ações criminosas estão por trás da onda de queimadas no Amazonas. As apurações incluem monitoramento, análise de imagens de satélite e coleta de informações junto a órgãos públicos para identificar as causas dos incêndios e os responsáveis.

O estado registra um aumento significativo no número de queimadas entre os meses de setembro e outubro deste ano. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados 3.726 focos de incêndio em setembro. Somente entre os dias 1º e 19 de outubro, o número chegou a 5.647. Os dados mostram que os registros aumentaram durante o período do primeiro turno das eleições.

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O governo e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atuam no Amazonas para conter os incêndios florestais. Cerca de R$ 14 milhões foram destinados para a execução do plano de combate ao fogo.

Além disso, o Ibama já aplicou R$ 2 milhões em multas por incêndios florestais ilegais na Amazônia, que espalharam fumaça por Manaus e outras cidades do Amazonas e do Pará nas últimas semanas.

Em outubro, a capital amazonense passou nove dias consecutivos com fumaça no ar. A situação levou à suspensão de aulas, ao cancelamento de atividades ao ar livre e à procura de atendimento médico por centenas de pessoas com problemas relacionados à poluição. O governo estadual decretou situação de emergência em 36 dos 62 municípios do Amazonas.

A poluição atingiu níveis perigosos na capital. No sábado (17), a concentração de partículas finas (PM2,5) chegou a 401,4 microgramas por metro cúbico, segundo a Defesa Civil municipal. Manaus apresentava a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras. Porto Velho, em Rondônia, aparecia em seguida.

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