TSE proíbe peça que distorce fala de Lula sobre saidinhas
Inserção relaciona declaração do presidente à notícia de homicídio e estupro; ministro aponta possível descontextualização da fala
Beatriz Nogueira, José Matheus Santos
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Adriano Machado/Reuters - 01.10.2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão da propaganda eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL) que associa uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a saída temporária de presos -- benefício penitenciário conhecido como "saidinha" -- à notícia de um crime de homicídio e estupro. A decisão liminar foi proferida pelo ministro Marco Aurélio Bellizze.
Segundo o ministro, a associação pode transmitir ao eleitor a ideia de que o presidente Lula apoiaria a prática criminosa ou teria responsabilidade pelo episódio noticiado somente por ser favorávei ao benefício da "saidinha". Para o relator, essa conclusão não está demonstrada pelos elementos apresentados no processo.
🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
“Não se discute que a crítica à posição de um candidato sobre política criminal e execução penal integra o debate eleitoral”, afirma o magistrado. A questão, segundo ele, é verificar se a propaganda sugere que o candidato apoiou ou teve responsabilidade pelo crime ao relacionar sua fala à notícia.
A peça publicitária intitulada “Lula sempre foi a favor da saidinha dos presos”, foi veiculada, segundo a representação, 30 vezes em 16 de outubro na rádio. Na decisão, o ministro determinou que Flávio e o diretório nacional do PL se abstenham de divulgar novamente a inserção ou versões que reproduzam substancialmente a mesma associação entre a fala de Lula e a notícia do crime.
A medida vale até nova deliberação e prevê a possibilidade de aplicação de multa em caso de descumprimento. O ministro também determinou a comunicação urgente às emissoras responsáveis, para que preservem as gravações e suspendam eventuais retransmissões da peça.
TSE proíbe peça que distorce fala de Lula sobre saidinhasInserção relaciona declaração do presidente à notícia de homicídio e estupro; ministro aponta possível descontextualização da fala
Eleições2026-10-21T19:47:47.752ZO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão da propaganda eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL) que associa uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a saída temporária de presos -- benefício penitenciário conhecido como "saidinha" -- à notícia de um crime de homicídio e estupro. A decisão liminar foi proferida pelo ministro Marco Aurélio Bellizze. Segundo o ministro, a associação pode transmitir ao eleitor a ideia de que o presidente Lula apoiaria a prática criminosa ou teria responsabilidade pelo episódio noticiado somente por ser favorávei ao benefício da "saidinha". Para o relator, essa conclusão não está demonstrada pelos elementos apresentados no processo. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . “Não se discute que a crítica à posição de um candidato sobre política criminal e execução penal integra o debate eleitoral”, afirma o magistrado. A questão, segundo ele, é verificar se a propaganda sugere que o candidato apoiou ou teve responsabilidade pelo crime ao relacionar sua fala à notícia. A peça publicitária intitulada “Lula sempre foi a favor da saidinha dos presos”, foi veiculada, segundo a representação, 30 vezes em 16 de outubro na rádio. Na decisão, o ministro determinou que Flávio e o diretório nacional do PL se abstenham de divulgar novamente a inserção ou versões que reproduzam substancialmente a mesma associação entre a fala de Lula e a notícia do crime. A medida vale até nova deliberação e prevê a possibilidade de aplicação de multa em caso de descumprimento. O ministro também determinou a comunicação urgente às emissoras responsáveis, para que preservem as gravações e suspendam eventuais retransmissões da peça. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/tse-proibe-peca-que-distorce-fala-de-lula-sobre-saidinhas
Mariana Alves Gadelha Pereira havia sido detida em Alexandria sob acusações de praticar atos classificados como obscenos pelo Ministério do Interior egípcio
O depoimento foi remarcado após uma falha na conexão de internet do delegado responsável pelo caso. A Polícia Federal informou que não irá se pronunciar.