TSE barra peça de Lula que associava Flávio a assédio sexual
Campanha do candidato do PL contestou peça que simulava situação de importunação com base em vídeo gravado pelo senador
SBT News
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Charles Vieira
O ministro substituto Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), barrou nesta quarta-feira (21) a veiculação de uma propaganda eleitoral que associava o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à prática de assédio sexual contra mulheres. A peça havia começado a ser veiculada na terça (20) na TV e nas redes sociais.
O vídeo em questão tinha 30 segundos e mostrava imagens fictícias de câmeras de segurança. Em situações distintas no mesmo local, um homem dizia ser filho do “dono da padaria” e abordava duas mulheres para perguntar se elas queriam ter relações sexuais com ele.
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Na sequência, uma narradora afirmava: “Agora, imagine ter um presidente que acha normal tratar uma mulher assim". Então, a peça exibia uma gravação real onde Flávio aparecia sem camisa e dizia a amigos: "sou filho do presidente". Na sequência, fazia uma pergunta sobre relações sexuais.
A defesa do candidato do PL argumentou que o vídeo original foi gravado em ambiente privado e tirado de contexto, já que se tratava de uma imitação em tom de brincadeira para amigos sobre o comportamento do irmão mais novo, Jair Renan Bolsonaro.
A ação também destacou que não havia mulheres no ambiente, o que foi omitido pelo borrão incluído no rosto dos presentes, e que por isso a peça “ultrapassa os limites da crítica política e busca degradar” a imagem pessoal de Flávio.
Bellize deu razão aos argumentos de que a edição do vídeo, somada à encenação da propaganda, tinha o potencial de induzir o eleitor à percepção de que Flávio teria cometido assédio sexual.
“A edição não se limita a sustentar crítica política com base em declaração pública, podendo sugerir como fatos reais situações que não teriam ocorrido", afirmou.
TSE barra peça de Lula que associava Flávio a assédio sexualCampanha do candidato do PL contestou peça que simulava situação de importunação com base em vídeo gravado pelo senadorPolítica2026-10-21T19:24:49.729ZO ministro substituto Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), barrou nesta quarta-feira (21) a veiculação de uma propaganda eleitoral que associava o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à prática de assédio sexual contra mulheres. A peça havia começado a ser veiculada na terça (20) na TV e nas redes sociais. O vídeo em questão tinha 30 segundos e mostrava imagens fictícias de câmeras de segurança. Em situações distintas no mesmo local, um homem dizia ser filho do “dono da padaria” e abordava duas mulheres para perguntar se elas queriam ter relações sexuais com ele. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver!. Na sequência, uma narradora afirmava: “Agora, imagine ter um presidente que acha normal tratar uma mulher assim". Então, a peça exibia uma gravação real onde Flávio aparecia sem camisa e dizia a amigos: "sou filho do presidente". Na sequência, fazia uma pergunta sobre relações sexuais. A defesa do candidato do PL argumentou que o vídeo original foi gravado em ambiente privado e tirado de contexto, já que se tratava de uma imitação em tom de brincadeira para amigos sobre o comportamento do irmão mais novo, Jair Renan Bolsonaro. A ação também destacou que não havia mulheres no ambiente, o que foi omitido pelo borrão incluído no rosto dos presentes, e que por isso a peça “ultrapassa os limites da crítica política e busca degradar” a imagem pessoal de Flávio. Bellize deu razão aos argumentos de que a edição do vídeo, somada à encenação da propaganda, tinha o potencial de induzir o eleitor à percepção de que Flávio teria cometido assédio sexual. “A edição não se limita a sustentar crítica política com base em declaração pública, podendo sugerir como fatos reais situações que não teriam ocorrido", afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/tse-barra-peca-de-lula-que-associava-flavio-a-assedio-sexual
O depoimento foi remarcado após uma falha na conexão de internet do delegado responsável pelo caso. A Polícia Federal informou que não irá se pronunciar.