Eleições

No ABC, Haddad propõe Bilhete Único metropolitano

Candidato ao governo defende integração de meios de transporte e reindustrialização de SP

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Isabelle Saleme
Fernando Haddad (PT) durante carreata em São Bernardo do Campo            Foto: Ronaldo do Nascimento

Fernando Haddad (PT) durante carreata em São Bernardo do Campo Foto: Ronaldo do Nascimento

Candidato do PT ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad criticou a falta de metrô na região metropolitana e defendeu a extensão do Bilhete Único. Assim, o trabalhador pagaria apenas uma passagem e poderia usar diversos meios de transporte, como acontece na capital.

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“Eu acho que foi muito ruim abandonar a ideia do metrô, sabe. A coisa de botar um BRT aqui no lugar do monotrilho. Acho que foi uma decisão equivocada. (…) O ABC tem muita gente que transita e o bilhete metropolitano vai ajudar muito também. Porque o ônibus é importante, mas que ele seja integrado. Porque, quando ele não é integrado, ele custa muito caro pra quem não tem o vale de transporte. Acaba ficando pesado demais pro trabalhador. (…) Então a saída é o Bilhete Único metropolitano. Você paga uma passagem, não paga duas passagens, você integra como a Marta [Suplicy] fez”, disse Haddad.
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Ao lado do candidato a vice-governador, Márcio França (PSB), do candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), Haddad percorreu ruas do centro de São Bernardo do Campo em um carro aberto nesta sexta-feira (2). Apoiadores acompanharam a caminhada, com bandeiras.

“O PT nasceu aqui e a gente tem um compromisso de relembrar o que nos fez fundar esse partido, dar tanta força e tantos avanços que ele propiciou pra população”, explicou o ex-ministro da Fazenda de Lula.

Haddad também falou sobre a necessidade de reindustrialização da região. Nas últimas décadas, o Grande ABC enfrentou retração, fechamento de postos de trabalho e perda de participação no PIB industrial paulista.

“Com o término [da guerra fiscal entre estados] a gente precisa fomentar a vinda de indústrias pra São Paulo, sobretudo de fora do Brasil, atrair indústrias de ponta e preparar o jovem para os novos empregos”, disse.

ATO NA PAULISTA

No sábado (3), Haddad fará uma caminhada com o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, na Avenida Paulista.

“No sábado você não pode pedir voto. Respeitando a legislação, nós vamos fazer a nossa caminhada”, disse.

Pouco depois da declaração, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou a caminhada. O ato tinha sido impedido por um ofício da prefeitura da capital paulista, alegando que a medida era para evitar qualquer tipo de obstrução ao acesso e circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas.

Na decisão, o TRE-SP ressaltou que o partido não precisa de autorização da Prefeitura de São Paulo para realizar o ato e deve apenas comunicar as autoridades, o que foi feito com antecedência.

Em nota divulgada na quinta-feira (1º), o PT lamentou o que chamou de “tentativa da Prefeitura de São Paulo de criar confusão em torno da realização do ato, o que abre margem para interpretações de cunho político com objetivo de prejudicar a mobilização da agenda”.

O partido informou, ainda, que fez a comunicação prévia, conforme determina a legislação, para garantir a organização do espaço público e evitar a coincidência de atos no mesmo local e horário.

“Na quarta-feira (30), representantes do Diretório Estadual do PT participaram de reunião com a Subprefeitura, a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana, a CET e a SPTrans para tratar da operação da caminhada. O evento e seu percurso foram apresentados aos órgãos responsáveis, e a reunião foi registrada e lavrada em ata. Estranhamente, após a reunião, a prefeitura comunicou ao partido e à imprensa que a caminhada não poderia ser realizada, sob a justificativa de que o TRE-SP solicitou que avenida Paulista fique desobstruída nos dias 3 e 4”, disse a nota.

A portaria municipal, no entanto, determina a suspensão do Programa Ruas Abertas especificamente no domingo, 4 de outubro, dia da votação.

“O PT não aceitará que uma determinação legítima destinada a garantir a circulação na Avenida Paulista durante o dia da votação seja utilizada como justificativa para impedir ou dificultar um ato público no dia anterior”, concluiu o documento.

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