Eleições

Grass: quase 1,5 milhão de brasilienses não querem Celina

Oponente da governadora no segundo turno no DF aposta em atrair votos de indecisos e de eleitores de outros candidatos até domingo (25)

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Felipe Moraes, Kenzô Machida
Leandro Grass (PT), candidato a governador do Distrito Federal | Reprodução/YouTube

Leandro Grass (PT), candidato a governador do Distrito Federal | Reprodução/YouTube

Leandro Grass (PT), candidato ao governo do Distrito Federal, afirmou nesta quarta-feira (21), em sabatina do SBT News, que quase 1,5 milhão de brasilienses "não querem Celina e optaram pela mudança". O petista aposta em atrair votos de indecisos e eleitores de outros candidatos para vencer o segundo turno no domingo (25).

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"Um governo que colocou o povo na fila da saúde, no último lugar do Ideb. Se somar meus votos aos de [Ricardo] Cappelli, Paula [Belmonte], Kiko [Caputo] e brancos e nulos, dá quase 1,5 milhão que não querem Celina e optaram pela mudança", avaliou, em entrevista ao apresentador e jornalista Kenzô Machida.
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Sucessora de Ibaneis Rocha (MDB) e governadora desde março, Celina ficou a pouco mais de mil votos de ganhar no primeiro turno, em que terminou com 49,93% (825.530 votos). O petista obteve 34,47% (569.930).

Ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de 2023 a 2026, Grass disse entender a alta rejeição ao PT no Distrito Federal, governado pelo partido em gestões anteriores de Cristovam Buarque (1995-1999) e Agnelo Queiroz (2011-2015), mas pediu que eleitores comparem propostas e pesquisem sobre Celina na internet.

"Quem roubou o BRB e agravou a crise da saúde não foi o PT", disse o candidato, em referência ao escândalo do Master, que arrastou o Banco de Brasília para uma grave crise financeira. O governo do DF é o acionista majoritário da instituição, que teve prejuízo bilionário após comprar títulos podres do banco de Daniel Vorcaro.

"A gente, agora, tem desafio: mostrar a diferença entre Leandro e Celina, o que cada um pensa pra saúde, educação, segurança. O que cada um já fez. Eu também fui deputado distrital, aprovei 27 leis, sem denúncia contra mim. Ela foi afastada da presidência da Câmara Legislativa [do Distrito Federal], denunciada por desvio de dinheiro nas denúncias da saúde pública. Operação Drácon. Ela é ré, eu não sou réu em processo algum", apontou.

Celina e outros integrantes da Mesa Diretora da Câmara do DF foram afastados em 2016 em decorrência da força-tarefa Drácon, que apurou suspeitas de um esquema de pagamentos de propina na destinação e liberação de verbas orçamentárias do Legislativo distrital.

Grass também lamentou a falta de debates antes do segundo turno. "Seria fundamental. Até agora, ela não foi a nenhum. Se negou a debater comigo", falou, reclamando do que classificou como "a campanha mais baixa da história do DF".

"Usaram minha voz em inteligência artificial pra tentar enganar as pessoas com coisas que eu nunca disse. Coordenador dela disseminou esse vídeo", criticou, citando a divulgação de um deepfake por um apoiador da governadora. A publicação e o encaminhamento do conteúdo foram proibidos na semana passada pela Justiça Eleitoral do DF.

Transporte e saúde

Na conversa com o SBT Brasília, Grass ainda reforçou duas de suas principais propostas caso vença o segundo turno: implementar, de forma gradual, tarifa zero no transporte público da capital federal até o fim do mandato e fixação de um prazo máximo de 30 dias entre consultas e procedimentos ou cirurgias na saúde pública.

O petista defende a adoção do modelo de fundação para melhorar a gestão do setor no DF e propõe reformar o modelo de cooperação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) com o governo. A entidade privada sem fins lucrativos gere instituições como o Hospital de Base (HBDF).

"Ele [Iges-DF] é prestador de serviços à Secretaria de Saúde, mas ficou maior que a secretaria", explicou. "Ficou caro e não resolve o problema. A gente vai manter empregados do Iges, mas o comando volta pra secretaria e fundação volta como ferramenta pra logística, insumos e ajudar na infraestrutura e gestão de equipamentos. É pública, não privada. Vai estar subordinada a regras da administração pública e não a indicações partidárias, como é o Iges", completou.

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