Celina propõe reestruturação salarial para médicos do DF
Candidata à reeleição afirma que saúde é "grande marca" do governo e lamenta falta de priorização ao setor em gestões passadas, incluindo a de Ibaneis
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Kenzô Machida, Felipe Moraes
Governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição no DF, em sabatina do SBT Brasília | Reprodução/YouTube
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta segunda-feira (19), em sabatina noSBT Brasília, que, se reeleita, vai enviar à Câmara Legislativa distrital (CLDF) um projeto de restruturação salarial para médicos da rede pública de saúde.
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Na avaliação da candidata à reeleição, "salário de R$ 8 mil pra 20 horas de trabalho não compensa para o médico e ele vai para o privado". "Hoje, [médico] faz concurso e não vem para a rede pública", disse em conversa com o jornalista e apresentador Kenzô Machida.
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Celina disputa o segundo turno contra Leandro Grass (PT) no domingo, 25 de outubro. Na primeira etapa do pleito, em 4 de outubro, ela teve 49,93%, com 825.530 votos, enquanto o petista recebeu 569.930 votos ou 34,47%.
Governadora Celina Leão (PP) e apresentador Kenzô Machida em sabatina do SBT Brasília | Reprodução/YouTube
A governadora lembrou que o calendário eleitoral a impede de já ter encaminhado a proposta à CLDF. Segundo a mandatária distrital, "minha grande marca tem sido a saúde" e o principal legado do antecessor e de quem foi vice, Ibaneis Rocha (MDB), "foram obras". Celina assumiu o GDF em 30 de março.
"Foram muitos anos que a saúde não foi priorizada por nenhum dos governos", lamentou. Ela prevê a entrega de sete novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), sendo cinco ainda em 2026, e disse que o governo está gastando "R$ 100 milhões em reformas de dentro de hospitais, pra melhorar qualidade de atendimento e ambiente tanto pro paciente quanto pra servidores".
Celina também detalhou que é possível contratar mais médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem após corte de gastos no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), entidade privada sem fins lucrativos que coopera com o governo local e gere instituições como o Hospital de Base (HBDF).
"Estamos fazendo análise de todos os setores pra ver o que podemos cortar. Diminuir a parte administrativa do Iges-DF e colocar isso na parte que é de execução das políticas", continuou, em referência à contratação de profissionais de saúde.
Questionada sobre a situação orçamentária das contas públicas do DF, a candidata informou que "temos saldo positivo" e que "a gente gasta o que arrecada". Ainda vinculou problemas financeiros à gestão de Ibaneis.
"O que nós tivemos de problema foi orçamento todo furado. Não conseguia pagar instituições filantrópicas se não mudasse a legislação na parte do orçamento. Não tinha previsão orçamentária. Eu tenho a parte financeira, mas não tenho orçamento. Assim como não tinha para pagar transporte. Erro do orçamento feito no ano anterior", seguiu, reiterando que esse ajuste já foi feito na CLDF, com aprovação de crédito suplementar na semana passada.
Celina estima que o GDF terminará 2026 com R$ 3 bilhões em caixa e prevê R$ 8 bilhões para investir ao fim de 2027.
"Estamos equilibrados financeiramente. Fizemos isso com gestão, cortando, diminuindo contratos e, para o ano que vem, diminuir custeio da máquina pública", explicou, mencionando redução de despesas em viagens de secretários e de investimentos "que não sejam prioridade".
Celina propõe reestruturação salarial para médicos do DFCandidata à reeleição afirma que saúde é "grande marca" do governo e lamenta falta de priorização ao setor em gestões passadas, incluindo a de IbaneisEleições2026-10-19T16:16:28.764ZA governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta segunda-feira (19), em sabatina no SBT Brasília, que, se reeleita, vai enviar à Câmara Legislativa distrital (CLDF) um projeto de restruturação salarial para médicos da rede pública de saúde. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Na avaliação da candidata à reeleição, "salário de R$ 8 mil pra 20 horas de trabalho não compensa para o médico e ele vai para o privado". "Hoje, [médico] faz concurso e não vem para a rede pública", disse em conversa com o jornalista e apresentador Kenzô Machida. Celina disputa o segundo turno contra Leandro Grass (PT) no domingo, 25 de outubro. Na primeira etapa do pleito, em 4 de outubro, ela teve 49,93%, com 825.530 votos, enquanto o petista recebeu 569.930 votos ou 34,47%. A governadora lembrou que o calendário eleitoral a impede de já ter encaminhado a proposta à CLDF. Segundo a mandatária distrital, "minha grande marca tem sido a saúde" e o principal legado do antecessor e de quem foi vice, Ibaneis Rocha (MDB), "foram obras". Celina assumiu o GDF em 30 de março. "Foram muitos anos que a saúde não foi priorizada por nenhum dos governos", lamentou. Ela prevê a entrega de sete novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), sendo cinco ainda em 2026, e disse que o governo está gastando "R$ 100 milhões em reformas de dentro de hospitais, pra melhorar qualidade de atendimento e ambiente tanto pro paciente quanto pra servidores". Celina também detalhou que é possível contratar mais médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem após corte de gastos no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), entidade privada sem fins lucrativos que coopera com o governo local e gere instituições como o Hospital de Base (HBDF). "Estamos fazendo análise de todos os setores pra ver o que podemos cortar. Diminuir a parte administrativa do Iges-DF e colocar isso na parte que é de execução das políticas", continuou, em referência à contratação de profissionais de saúde. Questionada sobre a situação orçamentária das contas públicas do DF, a candidata informou que "temos saldo positivo" e que "a gente gasta o que arrecada". Ainda vinculou problemas financeiros à gestão de Ibaneis. "O que nós tivemos de problema foi orçamento todo furado. Não conseguia pagar instituições filantrópicas se não mudasse a legislação na parte do orçamento. Não tinha previsão orçamentária. Eu tenho a parte financeira, mas não tenho orçamento. Assim como não tinha para pagar transporte. Erro do orçamento feito no ano anterior", seguiu, reiterando que esse ajuste já foi feito na CLDF, com aprovação de crédito suplementar na semana passada. Celina estima que o GDF terminará 2026 com R$ 3 bilhões em caixa e prevê R$ 8 bilhões para investir ao fim de 2027. "Estamos equilibrados financeiramente. Fizemos isso com gestão, cortando, diminuindo contratos e, para o ano que vem, diminuir custeio da máquina pública", explicou, mencionando redução de despesas em viagens de secretários e de investimentos "que não sejam prioridade".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/celina-propoe-reestruturacao-salarial-para-medicos-do-df
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