Celina: BRB tem plano B e privatização "não está na mesa"
Governadora do Distrito Federal afirma que Banco de Brasília "negocia tratativas com outros entes, sigilosas", caso empréstimo do FGC não se concretize
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Kenzô Machida, Felipe Moraes
Governadora do DF, Celina Leão (PP), em sabatina no SBT Brasília | Reprodução/YouTube
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta segunda-feira (19), em sabatina no SBT Brasília, que a possibilidade de privatização do Banco de Brasília (BRB) "não está na mesa" e que a instituição tem um plano B em curso caso o empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não se concretize.
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"Depois da eleição, teremos saída definitiva. Temos tratativas com outros entes, sigilosas. CVM [Comissão de Valores Mobiliários] faz acompanhamento de tudo isso. Temos outras soluções. Se não for com aval da própria União, já tem plano B em curso. Sem risco de privatização, [que] não está na mesa. Queremos recuperar o banco 100%", disse em conversa com o jornalista e apresentador Kenzô Machida.
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Celina disputa o segundo turno contra Leandro Grass (PT) no domingo, 25 de outubro. Na primeira etapa do pleito, ela teve 49,93%, com 825.530 votos, enquanto o petista recebeu 569.930 votos ou 34,47%.
Governadora Celina Leão (PP) e apresentador Kenzô Machida em sabatina do SBT Brasília | Reprodução/YouTube
Tanto BRB quanto o governo do DF, acionista majoritário do banco, querem que a União seja fiadora da operação de crédito junto ao FGC. O plano prevê que o governo federal seria garantidor do empréstimo, o que ainda não foi viabilizado, apesar do acordo inicialmente homologado em maio pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Envolvido nas suspeitas de fraudes do Banco Master, o BRB tentou comprar a instituição de Daniel Vorcaro, transação negada pelo Banco Central (BC), e sofreu prejuízo bilionário.
O valor total de carteiras do Master negociadas em operações com o BRB chegou a R$ 17,5 bilhões, segundo estimativa da Polícia Federal (PF) tornada pública em setembro.
Questionada sobre o balanço financeiro do Banco de Brasília, ainda não divulgado, a mandatária distrital reiterou que o governo segue esperando a confirmação do empréstimo para só depois soltar os dados.
"Subiria um balanço ruim e não é isso que queremos. Queremos empréstimo primeiro, pra depois subir balanço. Pra que todos os atores saibam a real situação do BRB, inclusive o FGC", contou.
Celina Leão ainda voltou a se desvincular do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), de quem foi vice-governadora, e criticou o que acredita ser uma relutância do governo do presidente Lula (PT) em ajudar no plano de socorro ao BRB.
"Governador não pergunta pra vice o que fazer", falou. "E acho que o presidente da República tem que lembrar que é presidente. E, acabando a eleição, qualquer que seja o vencedor, ele é presidente e tem problemas para serem resolvidos. Uma das demandas do DF é essa. Nunca me neguei a fazer nenhum diálogo com qualquer corrente ideológica. Por Brasília, temos que fazer esse diálogo."
Celina: BRB tem plano B e privatização "não está na mesa"Governadora do Distrito Federal afirma que Banco de Brasília "negocia tratativas com outros entes, sigilosas", caso empréstimo do FGC não se concretizeEleições2026-10-19T15:34:40.093ZA governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta segunda-feira (19), em sabatina no SBT Brasília, que a possibilidade de privatização do Banco de Brasília (BRB) "não está na mesa" e que a instituição tem um plano B em curso caso o empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não se concretize. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! "Depois da eleição, teremos saída definitiva. Temos tratativas com outros entes, sigilosas. CVM [Comissão de Valores Mobiliários] faz acompanhamento de tudo isso. Temos outras soluções. Se não for com aval da própria União, já tem plano B em curso. Sem risco de privatização, [que] não está na mesa. Queremos recuperar o banco 100%", disse em conversa com o jornalista e apresentador Kenzô Machida. Celina disputa o segundo turno contra Leandro Grass (PT) no domingo, 25 de outubro. Na primeira etapa do pleito, ela teve 49,93%, com 825.530 votos, enquanto o petista recebeu 569.930 votos ou 34,47%. Tanto BRB quanto o governo do DF, acionista majoritário do banco, querem que a União seja fiadora da operação de crédito junto ao FGC. O plano prevê que o governo federal seria garantidor do empréstimo, o que ainda não foi viabilizado, apesar do acordo inicialmente homologado em maio pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Envolvido nas suspeitas de fraudes do Banco Master, o BRB tentou comprar a instituição de Daniel Vorcaro, transação negada pelo Banco Central (BC), e sofreu prejuízo bilionário. O valor total de carteiras do Master negociadas em operações com o BRB chegou a R$ 17,5 bilhões, segundo estimativa da Polícia Federal (PF) tornada pública em setembro. Questionada sobre o balanço financeiro do Banco de Brasília, ainda não divulgado, a mandatária distrital reiterou que o governo segue esperando a confirmação do empréstimo para só depois soltar os dados. "Subiria um balanço ruim e não é isso que queremos. Queremos empréstimo primeiro, pra depois subir balanço. Pra que todos os atores saibam a real situação do BRB, inclusive o FGC", contou. Celina Leão ainda voltou a se desvincular do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), de quem foi vice-governadora, e criticou o que acredita ser uma relutância do governo do presidente Lula (PT) em ajudar no plano de socorro ao BRB. "Governador não pergunta pra vice o que fazer", falou. "E acho que o presidente da República tem que lembrar que é presidente. E, acabando a eleição, qualquer que seja o vencedor, ele é presidente e tem problemas para serem resolvidos. Uma das demandas do DF é essa. Nunca me neguei a fazer nenhum diálogo com qualquer corrente ideológica. Por Brasília, temos que fazer esse diálogo."São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/celina-brb-tem-plano-b-e-privatizacao-nao-esta-na-mesa
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