Eleições

Celina: BRB tem plano B e privatização "não está na mesa"

Governadora do Distrito Federal afirma que Banco de Brasília "negocia tratativas com outros entes, sigilosas", caso empréstimo do FGC não se concretize

Avatar de Kenzô Machida
F
Kenzô Machida, Felipe Moraes
Governadora do DF, Celina Leão (PP), em sabatina no SBT Brasília | Reprodução/YouTube

Governadora do DF, Celina Leão (PP), em sabatina no SBT Brasília | Reprodução/YouTube

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta segunda-feira (19), em sabatina no SBT Brasília, que a possibilidade de privatização do Banco de Brasília (BRB) "não está na mesa" e que a instituição tem um plano B em curso caso o empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não se concretize.

🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui.

"Depois da eleição, teremos saída definitiva. Temos tratativas com outros entes, sigilosas. CVM [Comissão de Valores Mobiliários] faz acompanhamento de tudo isso. Temos outras soluções. Se não for com aval da própria União, já tem plano B em curso. Sem risco de privatização, [que] não está na mesa. Queremos recuperar o banco 100%", disse em conversa com o jornalista e apresentador Kenzô Machida.
SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Celina disputa o segundo turno contra Leandro Grass (PT) no domingo, 25 de outubro. Na primeira etapa do pleito, ela teve 49,93%, com 825.530 votos, enquanto o petista recebeu 569.930 votos ou 34,47%.

Governadora Celina Leão (PP) e apresentador Kenzô Machida em sabatina do SBT Brasília | Reprodução/YouTube
Governadora Celina Leão (PP) e apresentador Kenzô Machida em sabatina do SBT Brasília | Reprodução/YouTube

Tanto BRB quanto o governo do DF, acionista majoritário do banco, querem que a União seja fiadora da operação de crédito junto ao FGC. O plano prevê que o governo federal seria garantidor do empréstimo, o que ainda não foi viabilizado, apesar do acordo inicialmente homologado em maio pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Envolvido nas suspeitas de fraudes do Banco Master, o BRB tentou comprar a instituição de Daniel Vorcaro, transação negada pelo Banco Central (BC), e sofreu prejuízo bilionário.

O valor total de carteiras do Master negociadas em operações com o BRB chegou a R$ 17,5 bilhões, segundo estimativa da Polícia Federal (PF) tornada pública em setembro.

Questionada sobre o balanço financeiro do Banco de Brasília, ainda não divulgado, a mandatária distrital reiterou que o governo segue esperando a confirmação do empréstimo para só depois soltar os dados.

"Subiria um balanço ruim e não é isso que queremos. Queremos empréstimo primeiro, pra depois subir balanço. Pra que todos os atores saibam a real situação do BRB, inclusive o FGC", contou.

Celina Leão ainda voltou a se desvincular do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), de quem foi vice-governadora, e criticou o que acredita ser uma relutância do governo do presidente Lula (PT) em ajudar no plano de socorro ao BRB.

"Governador não pergunta pra vice o que fazer", falou. "E acho que o presidente da República tem que lembrar que é presidente. E, acabando a eleição, qualquer que seja o vencedor, ele é presidente e tem problemas para serem resolvidos. Uma das demandas do DF é essa. Nunca me neguei a fazer nenhum diálogo com qualquer corrente ideológica. Por Brasília, temos que fazer esse diálogo."

Últimas notícias