Educação: o que Cury propõe em plano de governo
SBT News detalha, em série, os programas de governo dos principais candidatos à Presidência

Augusto Cury | Renato Pizzutto/Band
O plano de governo de Augusto Cury (Avante) concentra parte das propostas para educação na formação integral dos estudantes e na saúde emocional. O documento também prevê mudanças no ensino médio, expansão da educação técnica, aproximação entre universidades e setor produtivo e políticas para estudantes neurodivergentes.
Educação básica, ensino técnico e professores
O programa apresenta cinco prioridades iniciais para a educação, incluindo alfabetização, formação profissional e gestão da emoção nas escolas.
“EDUCAÇÃO PARA O BRASIL DO FUTURO
a) Prioridade absoluta para a educação básica
A educação será a principal política de transformação nacional. Investiremos na alfabetização na idade certa, na melhoria da aprendizagem, na valorização dos professores e na redução das desigualdades educacionais. Nenhum país alcançou elevado desenvolvimento econômico sem colocar a educação básica como prioridade absoluta.
b) Expansão do ensino técnico e profissionalizante
O Brasil precisa formar profissionais preparados para a economia moderna.
Ampliaremos significativamente a oferta de ensino técnico integrado ao ensino médio, aproximando escolas e empresas, formando jovens com competências práticas e aumentando sua empregabilidade.
c) Universidades conectadas ao desenvolvimento nacional
As universidades brasileiras deverão aproximar-se ainda mais da sociedade e do setor produtivo. Incentivaremos a pesquisa aplicada, o empreendedorismo universitário, a inovação tecnológica e a criação de startups, transformando o conhecimento científico em riqueza, empregos e desenvolvimento.
d) Valorização dos professores
Nenhuma transformação educacional será possível sem professores valorizados.
Investiremos em formação continuada, melhoria das condições de trabalho, remuneração baseada também em qualificação e incentivo permanente ao aperfeiçoamento profissional.
e) Gestão da emoção nas escolas
A educação precisa cuidar também da saúde emocional. Implantaremos programas permanentes de gestão da emoção, prevenção da ansiedade, depressão, automutilação, bullying e violência escolar. Professores, gestores, alunos e famílias receberão formação para construir ambientes escolares mais saudáveis, cooperativos e preparados para os desafios da sociedade contemporânea” — p. 43 e 44.
Mudança no modelo de ensino
Cury propõe alterar a dinâmica das salas de aula, com maior participação dos estudantes e mudança do papel atribuído ao professor.
“Precisamos de uma mudança de paradigma: O Brasil não precisa apenas de uma reforma educacional. Precisa de uma nova visão sobre o verdadeiro papel da escola. Durante décadas, nosso sistema de ensino concentrou seus esforços na transmissão de conteúdos, enquanto negligenciava a formação integral do ser humano. Em um mundo marcado pela inteligência artificial, pela hiperconectividade e por profundas transformações sociais, esse modelo tornou-se insuficiente. Precisamos transformar a escola em um ambiente vivo, capaz de formar pensadores, desenvolver a autoliderança, estimular a criatividade, fortalecer o protagonismo e preparar crianças e jovens para os desafios do século XXI. A proposta parte de uma constatação simples: a escola já não compete apenas com os livros ou com outras instituições de ensino. Ela disputa diariamente a atenção dos estudantes com celulares, redes sociais, jogos digitais e uma avalanche permanente de informações. Diante dessa realidade, transmitir conteúdo deixou de ser suficiente. A escola precisa oferecer aquilo que nenhuma tecnologia consegue substituir: relações humanas significativas, pensamento crítico, construção da identidade, convivência e desenvolvimento emocional” — p. 73 e 74.
Propomos um profunda transformação da experiência escolar, onde o professor deixa de ocupar o papel de mero transmissor de informações para tornar-se:
• Provocador da arte de perguntar, estimulando a curiosidade e despertando a dúvida inteligente;
• Elogiador da arte de participar, reforçando a autoestima e incentivando o engajamento;
• Desafiador da arte de pensar, conduzindo o aluno a refletir, argumentar, criar e questionar.
Com isso, o professor deixa de ser um “cozinheiro do conhecimento” que prepara conteúdo para alunos sem apetite, e passa a ser um formador de mentes ativas. Essa mudança reduz significativamente a sobrecarga emocional do docente, pois a responsabilidade pela dinâmica da aula passa a ser compartilhada com os alunos. A sala de aula deixa de ser passiva e se torna um laboratório de ideias, um ambiente de debate, um espaço de construção coletiva, um centro de pensamento crítico. Os alunos deixam de ser espectadores e se tornam protagonistas, autores da própria história” — p. 74.
Currículo e desenvolvimento humano
A proposta também prevê incorporar gestão da emoção, educação financeira e empreendedorismo à formação escolar.
“A própria escola assume uma nova identidade. Em vez de ser apenas um local de permanência obrigatória, torna-se um verdadeiro clube de desenvolvimento humano, de interação, motivação e pertencimento. Um ambiente que os alunos desejam frequentar, pois a escola passa a integrar:
• Espaços de oratória e debates
• Teatro e expressão artística
• Música e criatividade
• Esportes e competições saudáveis
• Eventos culturais
• Práticas de elogio mútuo
• Ambientes de convivência e interação” — p. 75.
“Essa transformação também alcança o currículo escolar. Ao lado das disciplinas tradicionais, a proposta incorpora três pilares essenciais para a formação das novas gerações: Gestão da Emoção, para desenvolver o equilíbrio psicológico, a autonomia e a capacidade de enfrentar desafios; Educação Financeira, preparando crianças e jovens para decisões responsáveis ao longo da vida; e Empreendedorismo, estimulando a criatividade, a inovação e a geração de oportunidades desde os primeiros anos da formação escolar. A escola deixa de formar apenas candidatos ao mercado de trabalho e passa a formar criadores de soluções, líderes e empreendedores. Oficinas práticas, projetos de inovação, integração com a economia real e incentivo ao protagonismo tornam o ambiente escolar um verdadeiro laboratório de ideias, preparando os estudantes para um mundo em constante transformação. Acreditamos que educar vai muito além de ensinar conteúdos. Educar é formar seres humanos capazes de pensar, criar, cooperar, empreender e construir uma sociedade mais ética, inteligente e emocionalmente saudável” — p. 75.
Novo Ensino Médio
Cury propõe aproximar o ensino médio da formação técnica e das transformações provocadas por inteligência artificial, robótica e outras tecnologias.
“O Ensino Médio precisa deixar de ser apenas uma etapa preparatória para o vestibular e tornar-se um espaço de formação técnica, para o trabalho e para a construção de projetos de futuro. Vivemos uma das maiores transformações da história da humanidade. A inteligência artificial, a robótica e as novas tecnologias estão modificando profundamente o mercado de trabalho e criando profissões que até poucos anos atrás sequer existiam. Diante dessa realidade, não basta transmitir conhecimentos. Precisamos preparar nossos jovens para pensar, inovar, empreender, adaptar-se às mudanças e desenvolver competências que permanecerão relevantes mesmo diante da rápida evolução tecnológica. O Novo Ensino Médio deve formar estudantes capazes de aprender continuamente, trabalhar em equipe, resolver problemas complexos, liderar projetos e transformar conhecimento em soluções para a sociedade” — p. 76.
Inteligência artificial e educação financeira
O plano lista conteúdos que pretende integrar à formação dos estudantes do ensino médio.
“Nosso compromisso é construir um Ensino Médio que integre formação acadêmica de qualidade com desenvolvimento humano e preparação profissional. Além das disciplinas tradicionais, os estudantes terão acesso a conteúdos voltados para:
• Gestão da Emoção;
• Educação Financeira;
• Empreendedorismo;
• Cooperativismo;
• Inovação;
• Inteligência Artificial;
• Tecnologia aplicada;
• Desenvolvimento de projetos e liderança.
O objetivo é formar jovens emocionalmente preparados, intelectualmente curiosos e profissionalmente competentes para enfrentar os desafios atuais” — p. 76.
Escola e mercado de trabalho
A proposta prevê integrar o ensino médio a universidades, empresas e centros de inovação.
“O Ensino Médio deverá aproximar-se das necessidades da nova economia, fortalecendo sua integração com o ensino técnico, universidades, empresas, centros de inovação e projetos de empreendedorismo. Os estudantes serão estimulados a desenvolver projetos reais, conhecer diferentes áreas profissionais e construir seus próprios projetos de vida antes da conclusão da educação básica. Queremos que cada jovem saia da escola preparado para escolher seu caminho: ingressar na universidade, iniciar uma atividade profissional ou criar seu próprio negócio” — p. 77.
Empreendedorismo e cooperativismo
O programa propõe tratar empreendedorismo como uma competência a ser desenvolvida na escola.
“O empreendedorismo deixará de ser compreendido apenas como abertura de empresas. Será tratado como uma competência humana. Empreender significa desenvolver criatividade, iniciativa, capacidade de resolver problemas, assumir responsabilidades, trabalhar em equipe e transformar desafios em oportunidades. A escola deverá incentivar projetos práticos, laboratórios de inovação, desafios colaborativos e experiências que despertem o protagonismo juvenil” — p. 77.
Cury também propõe incluir o cooperativismo na formação dos estudantes.
“Também propomos a inclusão do ensino do cooperativismo como instrumento de cidadania, desenvolvimento econômico e inclusão produtiva. Os estudantes aprenderão que crescer coletivamente é tão importante quanto crescer individualmente e que a cooperação representa um dos caminhos mais eficientes para fortalecer comunidades e gerar desenvolvimento sustentável” — p. 77.
Universidades, pesquisa e inovação
No ensino superior, Cury propõe aproximar universidades do setor produtivo e estimular pesquisa, patentes e criação de empresas.
“As universidades brasileiras precisam ser protagonistas do desenvolvimento nacional. Durante décadas, sua principal missão foi formar profissionais. Essa missão continua essencial, mas já não é suficiente para responder aos desafios da nova economia. Precisamos construir uma nova geração de universidades: universidades que ensinam, pesquisam, inovam e transformam conhecimento em desenvolvimento para o país. A universidade do futuro será, antes de tudo, uma instituição que ensina com excelência, formando profissionais tecnicamente preparados, intelectualmente curiosos e comprometidos com a transformação da sociedade. Fortalecer a capacidade de pesquisa das universidades, ampliando as ações da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). A produção científica deve deixar de ser uma atividade isolada para tornar-se um dos principais motores do desenvolvimento nacional. Precisamos ampliar os investimentos em pesquisa, fortalecer nossos pesquisadores e criar um ambiente que estimule a criatividade, a investigação científica e a busca permanente por soluções para os grandes desafios do Brasil. Também queremos uma universidade que empreende. Os campi universitários devem tornar-se ambientes de inovação, com incubadoras, laboratórios tecnológicos, centros de pesquisa aplicada e programas de incentivo à criação de startups. O conhecimento produzido nas universidades deve gerar empresas, empregos, novas tecnologias e oportunidades para as futuras gerações. Da mesma forma, precisamos construir uma universidade que produz patentes. O Brasil possui pesquisadores talentosos e inúmeras descobertas científicas que, muitas vezes, permanecem restritas às publicações acadêmicas. Nosso objetivo é estimular o registro de patentes, fortalecer a cultura da propriedade intelectual e ampliar a transferência de tecnologia para o setor produtivo, transformando conhecimento em inovação de impacto. Por fim, queremos uma universidade que gera riqueza para a sociedade. A ciência deve contribuir para o crescimento econômico, aumentar a competitividade do país e melhorar a qualidade de vida da população. Defendemos mecanismos que valorizem a produção intelectual dos pesquisadores e estimulem sua participação nos resultados econômicos das inovações desenvolvidas, aproximando universidades, centros de pesquisa e iniciativa privada. O Brasil possui inteligência, criatividade e capacidade científica para ocupar posição de destaque no cenário mundial. O que precisamos é transformar nossas universidades em verdadeiros ecossistemas de inovação, onde ensinar, pesquisar, empreender e gerar riqueza deixem de ser atividades separadas para tornar-se parte de uma mesma missão: construir um país mais desenvolvido, competitivo e preparado para os desafios do futuro. "A universidade do futuro não deve apenas formar profissionais. Deve formar pesquisadores, criar startups, produzir patentes e transformar conhecimento em riqueza para a sociedade."” — p. 78 e 79.
Neurodiversidade nas escolas
O Projeto Brasil Neuroinclusivo, apresentado no plano, prevê uma política voltada a estudantes e adultos neurodivergentes e a criação de um mapa nacional sobre o tema.
“O Projeto Brasil Neuroinclusivo institui uma política permanente de Estado para acolher crianças, adolescentes e adultos neurodivergentes, particularmente pessoas com autismo, TDAH, dislexia, transtornos de aprendizagem e altas habilidades. Não queremos uma educação que apenas coloque o aluno diferente fisicamente dentro da sala; queremos uma escola que o faça sentir-se pertencente, ouvido, estimulado e capaz de participar dentro do programa de gestão da emoção. O Censo 2022 identificou 2,4 milhões de brasileiros diagnosticados com autismo, 1,2% da população. Para a dislexia, há estimativa superior a 7,8 milhões de brasileiros, enquanto o Ministério da Saúde aponta prevalências expressivas de TDAH em diferentes faixas etárias. Não existe, entretanto, um censo consolidado de todos os neurodivergentes, e as condições podem coexistir. Por isso, uma das primeiras ações do projeto será construir o Mapa Nacional da Neurodiversidade, respeitando a LGPD e sem transformar diferenças humanas em rótulos” — p. 81.
Metodologia Psicoativa
A política apresentada por Cury propõe uma metodologia baseada em perguntas, pensamento crítico e valorização da participação dos estudantes.
“O coração pedagógico do projeto será a Metodologia Psicoativa, fundada em três movimentos simples e profundos, preconizados pelo Dr. Augusto Cury:
• Provocar a arte de perguntar. O professor deixa de ser apenas transmissor de informações e provoca perguntas. O aluno com TDAH, autismo, dislexia ou qualquer outra característica não será censurado por pensar ou aprender de maneira diferente; será estimulado a transformar curiosidade em conhecimento.
• Desafiar a arte de pensar. Menos educação baseada exclusivamente em repetição e mais resolução de problemas, hipóteses, debates, criatividade e pensamento crítico. Não devemos querer produzir alunos que sejam depósitos de informações, mas seres humanos capazes de construir respostas diante do desconhecido.
• Elogiar a arte de participar. O professor não elogiará apenas quem acerta. Valorizará quem pergunta, tenta, coopera, argumenta, cria e participa. Um aluno neurodivergente que tem dificuldade numa determinada área poderá revelar extraordinárias habilidades em outra. O elogio saudável à participação combate a cultura da comparação e fortalece o sentimento de pertencimento” — p. 81 e 82.
Plano de inclusão nas escolas
O programa prevê que cada escola tenha um plano específico para atender necessidades funcionais dos estudantes.
“Cada escola deverá possuir um Plano de Inclusão e Desenvolvimento, permitindo adaptações pedagógicas de acordo com as necessidades funcionais do estudante: diferentes formas de apresentação de conteúdos, períodos adequados de concentração, recursos visuais e tecnológicos, atividades colaborativas e diferentes maneiras de demonstrar aprendizagem. A escola regular continuará sendo o espaço central de convivência. O Atendimento Educacional Especializado será complementar, e os estudantes que comprovadamente necessitarem deverão ter acesso ao apoio especializado previsto na legislação. A Lei nº 12.764 já assegura acompanhante especializado à pessoa com TEA em classes comuns quando houver necessidade comprovada. A política também dialogará com a atual Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, estruturada nacionalmente pelo MEC- Ministério da Educação e Culturan” — p. 82.
Formação dos professores
Cury propõe criar um programa nacional para preparar professores e gestores para lidar com neurodiversidade e gestão da emoção.
“Não haverá inclusão verdadeira sem valorizar e preparar o professor. Será criado um grande Programa Nacional de Formação em Neurodiversidade e Gestão da Emoção, presencial e digital, para professores, coordenadores e gestores escolares. A formação incluirá identificação de sinais que mereçam avaliação profissional — sem transformar professores em diagnosticadores —, estratégias pedagógicas para TEA, TDAH e transtornos de aprendizagem, manejo da diversidade em sala, comunicação com famílias, prevenção do bullying e ferramentas de gestão da emoção. A Lei nº 14.254/2021 já determina acompanhamento integral para alunos com dislexia, TDAH ou outros transtornos de aprendizagem, incluindo identificação precoce, encaminhamento, apoio educacional e formação continuada de professores. O projeto transformará esse princípio legal em uma grande política de implementação nacional” — p. 82 e 83.
Saúde mental nas escolas
O plano relaciona a política de neuroinclusão a medidas de prevenção de problemas de saúde mental e bullying.
“A neuroinclusão não poderá caminhar separadamente da saúde mental. Toda escola participante desenvolverá ações permanentes para prevenção da ansiedade excessiva, bullying, isolamento social e comportamentos de autoagressão, além de promover respeito às diferenças e resolução saudável de conflitos. O professor aprenderá técnicas simples de Gestão da Emoção para estimular o estudante a não ser escravo dos próprios pensamentos, desenvolver consciência crítica e pedir ajuda quando estiver sofrendo. Casos que necessitem avaliação serão encaminhados para profissionais qualificados das redes de saúde e proteção. A escola acolhe, identifica sinais e encaminha; não substitui médicos, psicólogos ou demais profissionais especializados” — p. 83.
Rede Neuroinclusiva
A proposta prevê integrar escolas, famílias, saúde e assistência social em redes municipais.
“Cada município organizará uma Rede Neuroinclusiva, conectando escola, família, atenção básica de saúde, assistência social e serviços especializados. O objetivo será diminuir a peregrinação das famílias entre diferentes instituições e facilitar identificação precoce, acompanhamento e continuidade educacional. Famílias também receberão orientação. Pais não devem ser culpados, professores não devem ser abandonados e alunos não devem ser transformados em diagnósticos ambulantes. A pessoa vem antes do transtorno, da síndrome ou da dificuldade de aprendizagem” — p. 83.
“O Governo Federal, em parceria com IBGE, MEC e Ministério da Saúde, deverá aperfeiçoar os levantamentos nacionais sobre:
• TEA;
• TDAH;
• Dislexia e outros transtornos de aprendizagem;
• Altas habilidades/superdotação;
• Evasão e desempenho escolar;
• Bullying e exclusão social;
• Acesso ao atendimento educacional especializado;
• Necessidade de profissionais de apoio.
Os dados serão anonimizados e utilizados para planejamento, nunca para discriminar estudantes” — p. 84.
“O programa deverá alcançar progressivamente todas as redes públicas de educação básica, estabelecer formação continuada de professores, criar protocolos de inclusão em cada escola e desenvolver indicadores objetivos de redução de evasão, bullying e exclusão, além de acompanhar aprendizagem, participação e bem-estar dos estudantes. A avaliação do projeto não perguntará apenas quantos alunos passaram de ano, mas também: quantos passaram a participar? Quantos deixaram de sofrer silenciosamente? Quantos descobriram habilidades que a escola tradicional jamais enxergaria? Princípio do Projeto: Uma mente diferente não é uma mente inferior. Na escola do século XXI, o professor não será apenas alguém que transmite conhecimento. Será um artesão de mentes: provocará a arte de perguntar, desafiará a arte de pensar e elogiará a arte de participar. Quando fizermos isso, não estaremos construindo uma escola apenas para neurodivergentes. Construiremos uma escola mais inteligente, humana e saudável para todos os alunos brasileiros” — p. 84.















