Economia

Títulos da Venezuela disparam após captura de Maduro pelos EUA

Títulos emitidos pelo governo do país e pela empresa estatal de petróleo PDVSA chegaram a subir até 8 centavos de dólar, ou cerca de 20%

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Petróleo: commodity dispara nesta segunda-feira (22) | Getty Images

Os títulos do governo da Venezuela subiam nesta segunda-feira (05) após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

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A detenção e remoção de Maduro para os EUA no sábado, após uma incursão militar em Caracas, alimentou as expectativas sobre o que provavelmente será uma das maiores — e potencialmente mais complexas — reestruturações de dívida soberana de todos os tempos.

Os títulos emitidos pelo governo do país e pela empresa estatal de petróleo PDVSA, chegaram a subir até 8 centavos de dólar, ou cerca de 20%, no início do pregão europeu, com analistas prevendo mais ganhos.

"Os títulos da Venezuela e da PDVSA praticamente dobraram de preço ao longo de 2025, mas ainda devem apresentar um forte salto - de até 10 pontos - no início da sessão desta segunda-feira", disseram analistas do JPMorgan em nota a clientes.

Os títulos soberanos da Venezuela, que entraram em default em 2017, tiveram o melhor desempenho do mundo no ano passado, quase dobrando de preço enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, aumentava a pressão militar sobre Maduro.

Os movimentos desta segunda-feira levaram o título de 2031 da Venezuela para quase 40 centavos de dólar, mostraram dados da Tradeweb, com a maioria dos outros subindo entre 35 e 38 centavos e a dívida da PDVSA avançando mais de 6 centavos, para quase 30 centavos.

Os títulos do governo da Venezuela e a PDVSA entraram em default com um valor nominal de cerca de US$60 bilhões. No entanto, a dívida externa total, incluindo outras obrigações da PDVSA, empréstimos bilaterais e decisões arbitrais, totaliza aproximadamente US$150 bilhões a US$170 bilhões, dependendo de como os juros acumulados e as sentenças judiciais são contabilizados, de acordo com analistas.

(Reportagem de Marc Jones e Karin Strohecker)

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