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Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda (5) para discutir situação na Venezuela

Estados Unidos lançaram ataques conta o país e capturaram o ditador Nicolás Maduro; Países avaliam legalidade da ação

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Camila Stucaluc
05/01/2026, 09:18 • Atualizado em 05/01/2026, 12:17
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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne, nesta segunda-feira (5), para discutir o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A sessão está programada para começar por volta das 12h (horário de Brasília).

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A reunião foi solicitada pela Colômbia, membro rotativo do Conselho, e apoiada pela Rússia e China – membros permanentes. Na sessão, os países irão debater a legalidade da captura de Maduro, que foi levado aos Estados Unidos para ser julgado por ligação com o narcotráfico internacional e posse de armas de guerra.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar alarmado com a situação, reforçando que a invasão constitui um precedente perigoso, com implicações preocupantes na região. Ele defendeu o pleno respeito do direito internacional, incluindo a carta da organização, que proíbe o uso unilateral da força — exceto em legítima defesa.

“Independentemente da situação na Venezuela, esses desenvolvimentos constituem um precedente perigoso. O Secretário-Geral continua enfatizando a importância do pleno respeito - por todos - ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado que as regras do direito internacional não tenham sido respeitadas”, disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

Ao todo, o Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros, sendo cinco permanentes (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) — únicos com poder de veto. Entre os membros rotativos está o Brasil, que deve defender o multilateralismo e a América Latina como zona de paz.

Segundo fontes, o pronunciamento deverá estar alinhado com a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que criticou a intervenção militar norte-americana, mas sem citar nomes ou individualizar condutas. O Brasil ainda quer reforçar a importância dos países buscarem o diálogo nas negociações, permanecendo em cooperação, sem que uma nação se sobreponha a outra pela violência.

Ataque na Venezuela

O ataque norte-americano ocorreu por volta das 1h50 da madrugada (2h50 no horário de Brasília) do último sábado (3). Ao menos sete explosões foram ouvidas na capital venezuelana, Caracas, além de aeronaves sobrevoando a região. Os estados de Miranda, Aragua e La Guaira também foram alvos, com bombardeios em alvos civis e militares.

Pouco tempo depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, informando que ambos haviam deixado o país. Eles foram levados por um helicóptero das Forças Armadas norte-americanas até o Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha dos Estados Unidos, de onde seguiram para Nova York.

A captura ocorreu após quatro meses de tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Em setembro do ano passado, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. O país acusa o líder chavista de comandar cartéis latino-americanos que transportam drogas para o território norte-americano.

Maduro deve ser apresentado à Justiça nesta segunda-feira (5). Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, o líder chavista foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos.

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