Economia

Superávit comercial do Brasil cresce 34% no acumulado do ano

Saldo positivo chega a US$ 71 bilhões até outubro; petróleo impulsiona exportações em meio à guerra no Oriente Médio e apesar de imposto para exportação

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Por Caio Barcellos
Plataforma de petróleo no Rio de Janeiro   Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE

Plataforma de petróleo no Rio de Janeiro Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE

A balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 71,04 bilhões entre janeiro e outubro de 2026, crescimento de 34,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

De janeiro a outubro, as exportações brasileiras totalizaram US$ 321,88 bilhões, alta de 11,2% em relação ao mesmo período de 2025. As importações cresceram 6,1%, alcançando US$ 250,84 bilhões.

O avanço das vendas no acumulado do ano foi sustentado principalmente pela valorização de 7,2 dos preços médios, enquanto o volume embarcado subiu 3,2%.

Com o resultado de outubro, o superávit comercial já corresponde a cerca de 84% dos US$ 84,4 bilhões projetados pelo MDIC para todo o ano de 2026. Caso a estimativa se confirme, o Brasil registrará o segundo maior saldo comercial anual de sua série histórica, atrás apenas de 2023.

Resultado mensal

Em outubro, o saldo positivo chegou a US$ 9,32 bilhões, alta de 39,4% na comparação anual, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Ao todo, as exportações brasileiras somaram US$ 37,81 bilhões no último mês, avanço de 20% na comparação anual -recorde mensal registrado em 2026 até agora. Já as importações cresceram 14,8%, a US$ 28,49 bilhões.

O resultado do mês foi impulsionado principalmente pelas exportações de petróleo bruto, que mais que dobraram em relação a outubro de 2025. As vendas da commodity chegaram a US$ 8,54 bilhões, crescimento de 122,6%, em um cenário de valorização dos preços internacionais provocado pelas tensões no Oriente Médio.

O avanço das exportações de petróleo ocorre apesar da cobrança de um imposto de 12% sobre as vendas do produto ao exterior, adotado pelo governo Lula (PT) em março, após o início da guerra no Oriente Médio.

Nesta manhã, o governo prorrogou a cobrança até 31 de dezembro, sob a justificativa de garantir o abastecimento interno de combustíveis. A medida busca desestimular as exportações de petróleo bruto e ampliar a oferta para as refinarias brasileiras.

O petróleo respondeu por aproximadamente 75% do aumento das exportações brasileiras no mês. Dos US$ 6,3 bilhões adicionais vendidos ao exterior em relação a outubro do ano passado, US$ 4,7 bilhões vieram do produto -o crescimento ocorreu tanto pela elevação dos preços médios, de 36,7%, quanto pelo aumento de 62,9% nas quantidades embarcadas.

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