As exportações brasileiras para os Estados Unidos dispararam 87% em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2025, enquanto as vendas para a China recuaram 5,3%. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
As vendas para os norte-americanos somaram US$ 4,32 bilhões, contra US$ 2,31 bilhões em outubro do ano passado. Este foi o segundo mês consecutivo de crescimento expressivo, depois de uma alta de 31,9% em setembro.
Com o avanço registrado em outubro, o resultado passou de uma queda de 6,5% para uma alta de 0,2% na comparação com o mesmo período de 2025, com os embarques somando US$ 31,73 bilhões de janeiro a outubro.
De acordo com o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, o resultado positivo foi concentrado em alguns itens, principalmente combustíveis.
“No petróleo bruto tivemos um crescimento de [US$] 195 milhões em outubro do ano passado para [US$] 1,3 bilhão [...] mais da metade do crescimento para os Estados Unidos”, explicou Brandão, que também citou óleos combustíveis e carne bovina.
Contudo, ele argumentou que ainda não é correto afirmar que os efeitos do tarifaço de Trump tenham sido superados.
Apesar da recuperação das vendas, o Brasil continuou com uma balança comercial desfavorável com os Estados Unidos. Em outubro, as importações de mercadorias norte-americanas chegaram a US$ 5,10 bilhões, crescimento de 28,6%, resultando em um déficit comercial brasileiro de aproximadamente US$ 788 milhões.
China registra nova queda
Na direção contrária, as exportações para a China caíram pelo segundo mês consecutivo. Depois de uma redução de 7,6% em setembro, os embarques recuaram 5,3% em outubro, passando de US$ 9,07 bilhões para US$ 8,59 bilhões.
A queda ocorreu principalmente pela diminuição de 18,8% nas quantidades exportadas, parcialmente compensada pelo aumento de 11,3% nos preços médios dos produtos vendidos ao mercado chinês.
Apesar disso, a China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras. Entre janeiro e outubro, o país asiático comprou US$ 93,10 bilhões em mercadorias brasileiras, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
As importações brasileiras de produtos chineses também aumentaram. Em outubro, chegaram a US$ 7,53 bilhões, avanço de 17,1% na comparação anual, enquanto o superávit comercial do Brasil com a China ficou em aproximadamente US$ 1,06 bilhão.
Exportações do Brasil aos EUA disparam 87% em outubroSalto reverte queda de 6,5% no acumulado do ano para alta de 0,2%; exportações para a China recuaram 5,3% no mêsEconomia2026-11-06T18:52:15.753ZAs exportações brasileiras para os Estados Unidos dispararam 87% em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2025, enquanto as vendas para a China recuaram 5,3%. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As vendas para os norte-americanos somaram US$ 4,32 bilhões, contra US$ 2,31 bilhões em outubro do ano passado. Este foi o segundo mês consecutivo de crescimento expressivo, depois de uma alta de 31,9% em setembro. O resultado ocorre apesar das a produtos brasileiros, que contribuíram para a queda de 6,5% nos embarques para os EUA no acumulado até setembro. Com o avanço registrado em outubro, o resultado passou de uma queda de 6,5% para uma alta de 0,2% na comparação com o mesmo período de 2025, com os embarques somando US$ 31,73 bilhões de janeiro a outubro. De acordo com o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, o resultado positivo foi concentrado em alguns itens, principalmente combustíveis. “No petróleo bruto tivemos um crescimento de [US$] 195 milhões em outubro do ano passado para [US$] 1,3 bilhão [...] mais da metade do crescimento para os Estados Unidos”, explicou Brandão, que também citou óleos combustíveis e carne bovina. Contudo, ele argumentou que ainda não é correto afirmar que os efeitos do tarifaço de Trump tenham sido superados. Apesar da recuperação das vendas, o Brasil continuou com uma balança comercial desfavorável com os Estados Unidos. Em outubro, as importações de mercadorias norte-americanas chegaram a US$ 5,10 bilhões, crescimento de 28,6%, resultando em um déficit comercial brasileiro de aproximadamente US$ 788 milhões. China registra nova queda Na direção contrária, as exportações para a China caíram pelo segundo mês consecutivo. Depois de uma redução de 7,6% em setembro, os embarques recuaram 5,3% em outubro, passando de US$ 9,07 bilhões para US$ 8,59 bilhões. A queda ocorreu principalmente pela diminuição de 18,8% nas quantidades exportadas, parcialmente compensada pelo aumento de 11,3% nos preços médios dos produtos vendidos ao mercado chinês. Apesar disso, a China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras. Entre janeiro e outubro, o país asiático comprou US$ 93,10 bilhões em mercadorias brasileiras, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025. As importações brasileiras de produtos chineses também aumentaram. Em outubro, chegaram a US$ 7,53 bilhões, avanço de 17,1% na comparação anual, enquanto o superávit comercial do Brasil com a China ficou em aproximadamente US$ 1,06 bilhão.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/exportacoes-do-brasil-aos-eua-disparam-87-em-outubro
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