Economia

Netflix vê risco de demissões em possível fusão Warner-Paramount

Diretor de assuntos globais do streaming estima "US$ 6 bilhões em cortes de empregos" caso a Paramount Skydance consiga adquirir a Warner Bros Discovery

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Ilustração com os logotipos da Netflix e da Warner Bros Discovery | Reuters/Dado Ruvic

Clete Williams, diretor de assuntos globais da Netflix, comentou, no canal Fox Business Network, sobre a possibilidade de a Paramount Skydance comprar a Warner Bros Discovery. Ele alerta que esse tipo de acordo teria um "custo humano astronômico", ou seja, muitas pessoas poderiam perder seus empregos.

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"Eles têm o que chamamos de problema da Arca de Noé, que é: se concretizarem esse acordo, terão dois de tudo", acrescentou, referindo-se à Paramount.

Segundo Williams, o maior custo de eliminar essa duplicação seria "o custo humano". A Paramount Skydance estimou US$ 6 bilhões em sinergias com a Warner Bros. Discovery.

"Estamos triplicando o número de empregos, enquanto a Paramount cortou 3.500 vagas nos últimos anos", disse Williams. "A Paramount identificou US$ 6 bilhões em sinergias na oferta que fez, o que, na prática, significa US$ 6 bilhões em cortes de empregos."

"E, francamente, achamos que será ainda mais do que isso, porque esta será a maior aquisição alavancada da história", continuou. "Portanto, eles terão que cortar, cortar e cortar."

A Netflix prevê US$ 2 a 3 bilhões em sinergias, mas suas economias vêm "principalmente de taxas de licenciamento e economias em itens semelhantes". "Não se trata de cortes de empregos", enfatizou.

Disputa pela Warner Bros

A Netflix e a Paramount estão em uma disputa acirrada para controlar a Warner Bros Discovery, que inclui estúdios de cinema, canais de TV e franquias como "Game of Thrones", "Harry Potter" e os super-heróis da DC.

Para dificultar a entrada da concorrente, a Netflix alterou sua proposta e agora oferece US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões) totalmente em dinheiro, mantendo o valor original, mas eliminando o pagamento em ações.

Com a mudança, cada ação da Warner passará a valer US$ 27,75 (R$ 149,71) em dinheiro, garantindo aos acionistas um valor fixo e eliminando a exposição às oscilações das ações da Netflix. Enquanto isso, a Paramount mantém uma "oferta hostil" de US$ 108,4 bilhões, US$ 30 por ação.

A Warner, por sua vez, rejeitou a oferta da Paramount, destacando como vantagem do acordo com a Netflix a preservação de participação dos acionistas em parte do negócio que não será comprado.

David Ellison, da Paramount Skydance, não pretende desistir sem lutar. Atualmente, o acordo da Netflix com a WB está sob análise regulatória, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior.

Williams comentou à apresentadora da Fox Business, Liz Claman, que toda essa análise regulatória faz parte do "curso normal dos negócios".

"É claro que o Departamento de Justiça vai investigar essa transação e garantir que ela seja boa para nossa economia e para nossos consumidores”, disse ele. “E, pelo que sei, eles também enviaram solicitações semelhantes em relação à Paramount."

O executivo afirmou que a Netflix está atualmente "em diálogo com os procuradores-gerais dos estados". "Não há nada de anticompetitivo aqui", disse Williams.

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