Economia

Paramount apela para Macron para convencer a Warner a esquecer Netflix e aceitar sua oferta

Além do presidente francês, executivos da Paramount estão se aproximando também do governo do Reino Unido

Imagem da noticia Paramount apela para Macron para convencer a Warner a esquecer Netflix e aceitar sua oferta
Presidente francês, Emmanuel Macron | 08/01/2026/Michel Euler/Pool via Reuters

A Paramount Skydance intensificou suas relações com governos europeus para elevar o apoio à sua proposta de compra da Warner Bros. Discovery, no valor de US$ 108,4 bilhões. A estratégia incluiu reuniões com o presidente francês Emmanuel Macron, em um esforço de convencimento político diante da resistência à oferta hostil apresentada no final de 2025.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Segundo a Bloomberg, fontes próximas às negociações contaram que os executivos da Paramount mantiveram conversas com Macron e integrantes do governo francês. As reuniões ocorreram em meio à disputa da empresa americana com a Netflix pelo controle da Warner Bros, e foram seguidas por encontros em Londres, nesta quinta-feira, com autoridades do Reino Unido.

A Paramount, sob comando de David Ellison — filho do fundador da Oracle, Larry Ellison, e aliado do presidente americano Donald Trumpvem tentando adquirir a Warner Bros. desde setembro. A proposta mais recente, de US$ 30 por ação em dinheiro, foi rejeitada pelo estúdio, que passou a apoiar a contraproposta da Netflix, avaliada em US$ 27,75 bilhões em ações e dinheiro. Como reação, a Paramount declarou intenção de iniciar uma disputa por procuração para tentar alterar a composição do conselho de administração da Warner Bros.

Obstáculos para o futuro dono da Warner

A pressão política e regulatória tem peso decisivo nesse tipo de operação. Negócios dessa escala enfrentam revisão das autoridades reguladoras tanto nos Estados Unidos quanto na União Europeia, onde o apoio informal de governos nacionais pode impactar a avaliação final dos órgãos sediados em Bruxelas.

No caso da França, o tema é ainda mais sensível, considerando a proteção histórica do país às suas indústrias de cinema e televisão.

De acordo com agências de notícias, reuniões técnicas com a Comissão Europeia estão em curso nesta semana, embora o órgão regulador tenha se recusado a comentar.

Nos Estados Unidos, o embate jurídico segue. Nesta quinta-feira, um juiz negou o pedido da Paramount por acesso a documentos relacionados à proposta da Netflix. A empresa acusa o conselho da Warner Bros. de supostamente enganar investidores no contexto da oferta, que envolve mais de US$ 82,7 bilhões.

O desfecho da disputa poderá alterar significativamente a estrutura da indústria global do entretenimento, ampliando tensões geopolíticas e comerciais no setor de mídia e tecnologia. Ambas as propostas, da Paramount e da Netflix, são acompanhadas de perto por órgãos antitruste.

Últimas Notícias