Política

Ex-presidente do BC alega compromisso inadiável e diz que não vai à CPI do Crime Organizado

Contato com integrantes da comissão ocorreu depois de decisão do STF que facultou depoimento de Roberto Campos Neto

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Soane Guerreiro
Roberto Campos Neto | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Roberto Campos Neto | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A defesa de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, entrou em contato com a CPI do Crime Organizado informando que ele não poderá comparecer à oitiva marcada para esta terça (3), às 9h, em virtude de compromissos inadiáveis que já estavam previamente agendados e citando a decisão do Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mendonça tornou opcional o comparecimento de Campos Neto.

O minstro acolheu um pedido feito pela defesa de Campos Neto e considerou que houve um desvio de finalidade dos trabalhos da CPI, por fugir de seu escopo inicial de apuração. 

O requerimento aprovado pelos parlamentares que resultou na convocação de Campos Neto previa questionar possíveis falhas na fiscalização do sistema financeiro que podem ter aberto brechas para a atuação do crime organizado e eventuais fraudes envolvendo o Banco Master.

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O outro depoente previsto para esta terçaa, João Carlos Mansur, ex- presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, ligada ao Banco Master, foi intimado pela secretaria da CPI do Crime Organizado, mas não atestou recebimento. Diante do cenário, a CPI vai acionar a advocacia do Senado para avaliar as medidas que podem ser adotadas para que ele preste depoimento.

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