Política

Problemas no Master vinham de outras gestões do Banco Central, diz diretor da PF

Para Andrei Rodrigues, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, foi o primeiro a "ter coragem" de enfrentar o banco de Daniel Vorcaro

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Anita Prado, Jessica Cardoso
10/02/2026, 18:11 • Atualizado em 10/02/2026, 18:32
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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (10) que os problemas envolvendo o Banco Master já vinham de administrações anteriores do Banco Central (BC).

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Segundo Rodrigues, a integração entre os órgãos permitiu avançar nas apurações.

"[...] Essa integração pautada pela lei, pelos regulamentos que norteiam a administração pública, nos permitiu desvendar aquilo que eu não tenho dúvida, que é talvez o maior crime que envolva o sistema financeiro nacional e que envolva uma instituição financeira", afirmou em referência ao Banco Master.

O diretor-geral da PF também atribuiu o avanço das investigações à atuação do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

"Graças à coragem do presidente Galípolo de enfrentar um problema que já vinha de outras gestões e que ele teve a coragem, a capacidade, de levar à frente", disse.

As declarações foram dadas durante a apresentação dos resultados da PF e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em 2025, em evento promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Foi a primeira coletiva de Andrei Rodrigues ao lado do novo ministro da Justiça, Wellington Cesar Lima e Silva.

Além de Rodrigues, o diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Souza Oliveira, o secretário-executivo do MJSP, André Garcia e o novo secretário de Segurança Pública, Chico Lucas.

Atuação da PF em 2025

Durante a apresentação, Andrei Rodrigues destacou números que, segundo a PF, evidenciam o impacto das ações de enfrentamento ao crime organizado no ano passado.

O prejuízo estimado às organizações criminosas somou R$ 9,5 bilhões. No período, a PF instaurou 44.091 inquéritos, indiciou 42.514 pessoas e alcançou índice de solução de 85,25%.

O diretor-geral também falou sobre a redução no volume de investigações em andamento. Em 2022, havia cerca de 76 mil inquéritos em curso. Atualmente, esse total caiu para 47 mil.

No combate direto ao crime organizado, a corporação realizou 3.864 operações, que resultaram em 25.997 prisões e no cumprimento de 11.605 mandados de busca e apreensão.

Entre os presos, 2.428 respondem por crimes de homicídio e feminicídio, e 2.170 por estupro.

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