Ministério da Fazenda projeta PIB mais fraco em 2025 e vê inflação menor
Mudança em previsão ocorre em meio a uma política restritiva de juros do BC; para 2026, estimativa foi mantida em 2,4%
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Reuters
13/11/2025, 17:25 • Atualizado em 13/11/2025, 17:30
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Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério da Fazendarevisou para baixo as previsões para o crescimento do país e a inflação em 2025, em meio a uma política restritiva de juros do Banco Central (BC), informou a Secretaria de Política Econômica (SPE) nesta quinta-feira (13).
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Segundo boletim divulgado pela SPE, a Fazenda reduziu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2,2% neste ano, contra previsão de 2,3% feita em setembro. Para 2026, a estimativa de crescimento foi mantida em 2,4%.
A Fazenda ainda projetou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)fechará este ano com alta de 4,6%, ante avanço de 4,8% na projeção de setembro. Para 2026, o ministério prevê que a inflação será de 3,5%, contra 3,6% estimados anteriormente, "atingindo 3,2% no segundo trimestre de 2027, horizonte relevante de política monetária".
A meta do Banco Central para a inflação é 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
De acordo com a pasta, a visão menos otimista para a atividade deste ano está relacionada a uma menor previsão para o crescimento do terceiro trimestre, "repercutindo o alto patamar dos juros reais", o que impactou também as previsões para o fechamento do ano.
A secretaria apontou ainda que a desaceleração poderia ser maior, não fossem alguns fatores, como o pagamento de precatórios pelo governo em julho e o ritmo mais forte das concessões de crédito consignado.
Para 2026, a SPE espera desaceleração da atividade agropecuária, um arrefecimento que deve ser mais que compensado por uma maior expansão esperada para a indústria e os serviços.
"No próximo ano, a expectativa é de desaceleração da atividade agropecuária, mais que compensada pela maior expansão esperada para a indústria e os serviços", disse.
Em relação aos preços no país, a Fazenda afirmou que a perspectiva de menor inflação no ano reflete efeitos defasados do real mais apreciado, a menor inflação no atacado agropecuário e industrial e o excesso de oferta de bens em escala mundial como reflexo dos conflitos comerciais.
A Fazenda disse ainda que a projeção para o IPCA considera uma bandeira amarela para as tarifas de energia elétrica em dezembro, o que imporia um custo menor para o consumidor do que a bandeira vermelha atualmente em vigor.
A bandeira das tarifas é definida pela Aneel, agência reguladora do setor elétrico, com base nas condições para a geração de energia.
(Por Bernardo Caram)
Ministério da Fazenda projeta PIB mais fraco em 2025 e vê inflação menorMudança em previsão ocorre em meio a uma política restritiva de juros do BC; para 2026, estimativa foi mantida em 2,4%Economia2025-11-13T17:25:22.821ZO Ministério da Fazenda revisou para baixo as previsões para o crescimento do país e a inflação em 2025, em meio a uma política restritiva de juros do Banco Central (BC), informou a Secretaria de Política Econômica (SPE) nesta quinta-feira (13). Segundo boletim divulgado pela SPE, a Fazenda reduziu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2,2% neste ano, contra previsão de 2,3% feita em setembro. Para 2026, a estimativa de crescimento foi mantida em 2,4%. A Fazenda ainda projetou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará este ano com alta de 4,6%, ante avanço de 4,8% na projeção de setembro. Para 2026, o ministério prevê que a inflação será de 3,5%, contra 3,6% estimados anteriormente, "atingindo 3,2% no segundo trimestre de 2027, horizonte relevante de política monetária". A meta do Banco Central para a inflação é 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. De acordo com a pasta, a visão menos otimista para a atividade deste ano está relacionada a uma menor previsão para o crescimento do terceiro trimestre, "repercutindo o alto patamar dos juros reais", o que impactou também as previsões para o fechamento do ano. A secretaria apontou ainda que a desaceleração poderia ser maior, não fossem alguns fatores, como o pagamento de precatórios pelo governo em julho e o ritmo mais forte das concessões de crédito consignado. Para 2026, a SPE espera desaceleração da atividade agropecuária, um arrefecimento que deve ser mais que compensado por uma maior expansão esperada para a indústria e os serviços. "No próximo ano, a expectativa é de desaceleração da atividade agropecuária, mais que compensada pela maior expansão esperada para a indústria e os serviços", disse. Em relação aos preços no país, a Fazenda afirmou que a perspectiva de menor inflação no ano reflete efeitos defasados do real mais apreciado, a menor inflação no atacado agropecuário e industrial e o excesso de oferta de bens em escala mundial como reflexo dos conflitos comerciais. A Fazenda disse ainda que a projeção para o IPCA considera uma bandeira amarela para as tarifas de energia elétrica em dezembro, o que imporia um custo menor para o consumidor do que a bandeira vermelha atualmente em vigor. A bandeira das tarifas é definida pela Aneel, agência reguladora do setor elétrico, com base nas condições para a geração de energia. (Por Bernardo Caram)São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/ministerio-da-fazenda-projeta-pib-mais-fraco-em-2025-e-ve-inflacao-menor
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