Lula reúne ministros para debater barateamento de alimentos; governo descarta “xepa”
Fernando Haddad defende redução de taxas de vale-refeição. Governo pode criar rede de abastecimento popular
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Vinícius Nunes
24/01/2025, 12:48 • Atualizado em 24/01/2025, 13:39
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Lula e seus ministros | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne ministros, nesta sexta-feira (24), para debater propostas para baratear os alimentos. A reunião foi convocada após o petista reclamar, na segunda-feira (20), sobre o preço das comidas e bebidas no supermercado. Lula cobrou que planos fossem traçados pelos ministérios envolvidos e apresentados para a Casa Civil até a manhã de hoje.
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Estão convocados para a reunião desta sexta os ministros: Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Esther Dweck (Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar).
Também participarão o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; a secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli; o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello; além do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto.
As medidas ainda estão em estudo, mas duas já aparecem no horizonte do governo. A primeira, patrocinada por Fernando Haddad, permite a portabilidade dos vales-refeição e alimentação. Segundo Haddad, isso poderia baratear a taxa de 1,5% a 3% cobrada pelas administradoras dos cartões. A portabilidade criaria uma reação em cadeia, com mais concorrência de cartões e uma consequente queda no preço dos alimentos.
Já a outra medida, encabeçada por Paulo Teixeira, criaria uma rede de abastecimento popular para regiões periféricas. Segundo o Estadão/Broadcast, a ideia é que o governo garanta alimentos com preços mais populares para o cidadão das classes C e D, criando um diagnóstico de quais regiões são primordiais para receber o programa e quais alimentos seriam ofertados. Conforme estimativas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o programa custaria R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos.
Já a proposta da "xepa", que mudaria as regras do sistema de prazo de validade dos alimentos, já foi descartada. A medida foi proposta ao governo pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
Inflação de alimentos e bebidas
Os preços nos supermercados são a principal preocupação de Lula neste 2025. A inflação no ano passado, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 4,83% – acima do teto da meta estipulada pelo governo. Alimentos e bebidas subiram 7,69%, a maior elevação entre todas as categorias do IPCA.
A preocupação é que os preços dos alimentos possam impactar negativamente a popularidade de Lula. Segundo o último Datafolha de 2024, de 17 de dezembro, o governo petista é considerado ótimo ou bom por 35%, ante 34% que o avaliam como ruim ou péssimo. Outros 29% veem a gestão como regular.
A pesquisa foi realizada em 12 e 13 de dezembro, com 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 113 cidades do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Lula reúne ministros para debater barateamento de alimentos; governo descarta “xepa”Fernando Haddad defende redução de taxas de vale-refeição. Governo pode criar rede de abastecimento popularEconomia2025-01-24T12:48:30.979ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne ministros, nesta sexta-feira (24), para debater propostas para . A reunião foi convocada após o petista reclamar, na segunda-feira (20), sobre o preço das comidas e bebidas no supermercado. Lula cobrou que planos fossem traçados pelos ministérios envolvidos e apresentados para a Casa Civil até a manhã de hoje. Estão convocados para a reunião desta sexta os ministros: Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Esther Dweck (Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar). Também participarão o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; a secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli; o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello; além do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto. As medidas ainda estão em estudo, mas duas já aparecem no horizonte do governo. A primeira, patrocinada por Fernando Haddad, permite a portabilidade dos vales-refeição e alimentação. Segundo Haddad, isso poderia baratear a taxa de 1,5% a 3% cobrada pelas administradoras dos cartões. A portabilidade criaria uma reação em cadeia, com mais concorrência de cartões e uma consequente queda no preço dos alimentos. Já a outra medida, encabeçada por Paulo Teixeira, criaria uma rede de abastecimento popular para regiões periféricas. Segundo o Estadão/Broadcast, a ideia é que o governo garanta alimentos com preços mais populares para o cidadão das classes C e D, criando um diagnóstico de quais regiões são primordiais para receber o programa e quais alimentos seriam ofertados. Conforme estimativas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o programa custaria R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. Já a proposta da "xepa", que mudaria as regras do sistema de prazo de validade dos alimentos, já foi descartada. A medida foi proposta ao governo pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Inflação de alimentos e bebidas Os preços nos supermercados são a principal preocupação de Lula neste 2025. A inflação no ano passado, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 4,83% – acima do teto da meta estipulada pelo governo. Alimentos e bebidas subiram 7,69%, a maior elevação entre todas as categorias do IPCA. A preocupação é que os preços dos alimentos possam impactar negativamente a popularidade de Lula. Segundo o último Datafolha de 2024, de 17 de dezembro, o governo petista é considerado ótimo ou bom por 35%, ante 34% que o avaliam como ruim ou péssimo. Outros 29% veem a gestão como regular. A pesquisa foi realizada em 12 e 13 de dezembro, com 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 113 cidades do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/lula-reune-ministros-para-debater-barateamento-de-alimentos-governo-descarta-xepa
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