Suspeito de envolvimento em roubo na USP é preso em SP
Homem é um ex-funcionário terceirizado da instituição, flagrado por câmeras de segurança


Camila Stucaluc
Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam, na quarta-feira (11), um dos suspeitos de participar do roubo na Universidade de São Paulo (USP) em 1º de janeiro. A detenção ocorreu no bairro do Jaguaré, zona oeste da capital paulista.
Segundo os agentes, o homem, de 27 anos, é um ex-funcionário terceirizado da instituição. Ele foi reconhecido por imagens de câmeras de monitoramento, bem como por depoimento de testemunhas.
Como já conhecia o local, o suspeito teve acesso às áreas restritas por meio de senhas, o que facilitou a entrada da quadrilha no Instituto de Energia e Ambiente — de onde levaram uma grande quantidade de cobre e equipamentos eletrônicos. Ele teria auxiliado os comparsas a render os vigilantes e a roubar os itens.
O homem responde por roubo e associação criminosa. Ele permanece à disposição da Justiça, enquanto as diligências prosseguem para identificação dos demais envolvidos no crime, e para a recuperação dos itens.
Relembre o caso
O roubo ocorreu na noite de Réveillon, em 1º de janeiro. Três criminosos invadiram o laboratório do Instituto de Energia e Ambiente da USP, renderam vigilantes e entraram no depósito onde o cobre era armazenado — protegido com senha. Além do material, eles roubaram equipamentos de pesquisa científica.
Um quarto suspeito aguardava os comparsas em uma van branca, do lado de fora do instituto, para entrar no campus assim que o portão fosse aberto. Todos usavam luvas e máscaras, segundo a investigação. Ao todo, a ação durou pouco mais de cinco minutos.
O vice-diretor do Instituto, professor Ildo Sauer, disse que o prejuízo científico é grande, pois havia experimentos em andamento em duas áreas, incluindo o Laboratório Brasileiro de Arco Elétrico, um dos três únicos do tipo no mundo que prestam serviços à indústria. A estimativa aponta para mais de R$ 100 mil em prejuízo, causado principalmente pelo roubo do cobre.









