Economia

Sistema de consórcios registra crescimento em 2025 e supera R$ 500 bilhões em créditos comercializados

Dados apontam aumento nas vendas de cotas, avanço no volume de recursos disponibilizados e recorde no número de participantes ativos

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Foto: Pixabay

Os altos juros no Brasil - com a Selic em 15% ao ano - tem empurrado o consumidor para alternativas na hora de comprar imóveis, veículos e outros bens de alto valor. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram crescimento nos principais indicadores do setor.

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Ao longo de 2025, o Sistema de Consórcios registrou 5,16 milhões de cotas comercializadas, volume 15% superior às 4,49 milhões registradas em 2024.

O montante de créditos superou R$ 500 bilhões, o que representa alta de 32,1% em relação aos R$ 378 bilhões apurados no ano anterior. O número de participantes ativos também alcançou o maior patamar da série histórica, totalizando 12,76 milhões em dezembro de 2025.

Segundo a ABAC, o desempenho está relacionado à busca de consumidores por alternativas de crédito planejado para aquisição de bens e serviços. No consórcio, não há cobrança de juros, embora haja a incidência de taxa de administração, e a contratação não exige pagamento de entrada.

Entre as empresas do setor, a Ademicon, maior administradora independente de consórcio do Brasil em créditos ativos, informou ter comercializado R$ 47 bilhões em créditos em 2025, resultado 73% superior ao registrado no mesmo período de 2024. Só no mês de dezembro, a companhia afirma ter alcançado R$ 3,4 bilhões em créditos vendidos.

Consumidores relatam diferentes motivações para aderir à modalidade de compra coletiva e planejada. Entre elas, estão o custo-benefício do consórcio em comparação com um financiamento imobiliário e a possibilidade do consórcio como alternativa de investimento para compra de bens.

Especialistas do setor apontam que o desempenho observado em 2025 reflete tanto o cenário econômico quanto o comportamento do consumidor diante das opções de crédito disponíveis no mercado. As perspectivas para 2026 devem depender de fatores como taxa de juros, renda e nível de confiança dos consumidores.

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